Júlia Narrando Meu coração já tava batendo fora do peito quando a Aline chegou. Acompanhar ele ali, ao vivo, no meio do fogo cruzado, foi como segurar o próprio coração com a mão... quente, trêmulo, pulsando fora do lugar, agoniando. Eu sentia ele gritar dentro de mim e fora também. Era como se eu estivesse olhando minha dor de fora, sem conseguir impedir. Se no dia da chacina eu me senti pequena, quebrada, sozinha... hoje eu só me sentia dilacerada. Como se viver fosse um castigo. Quando o Cracker me mandou o parecer com tudo que chegou pra ele, meu mundo parou. A garganta travou, e o "nosso" que vivia no meu peito virou lâmina. Entrando. Cortando. Doía tanto que nem lágrima saía mais. As lágrimas congelaram. O sangue também. E quando ele gritou... eu já esperava. Ele é cria do camp

