Júlia Narrando Eu estou sem acreditar, que ele está aqui. A presença dele é notória, não só pelo tamanho, mas também pelo cheiro. Quando percebi que ele não iria embora, tentei relaxar, mas tava complicado. Só pelo meu jeito de respirar ele percebeu que eu estava um pouco desconfortável, ele me soltou. Ele ficou em silêncio e eu já tinha virado pra um lado, virado pro outro… mas nada do sono chegar. A cama é boa, mas ele do meu lado que não me deixava pegar no sono. O peitø batendo forte, quase dava pra ouvir o tum-tum aqui dentro. Ferradura tava aqui, deitado, sem camisa, braço jogado pra cima da cabeça, respiração tranquila... e eu toda embolada no lençol, sem saber o que fazer com meu corpo. — Tu tá acordada, né? — a voz dele veio baixa, mas firme, daquele jeito que só ele tem. — Es

