Júlia Narrando Caminhar pelo morro está sendo como atravessar um campo minado. Cada passo era um cuidado, cada olhar um incômodo. Eu sabia que não era bem-vinda por todo mundo… e sentia. Mas o que mais me incomodava não é o povo olhando. É ele.... Ferradura. Ele vem atrás, calado, mas é como se ocupasse tudo. A rua, o ar, a minha cabeça. As pernas parecem pesadas demais dentro desse vestido. Que cola no corpo por causa do calor e do nervoso. Eu queria estar invisível. Só que é impossível com ele andando atrás de mim, do jeito que tá. — Tu tá pálida, Júlia… respira, minha filha. — tia Nina apertou meu braço com carinho, como se fosse possível aliviar meu constrangimento. — Eu não devia ter saído. — murmurei, desviando o olhar. — Ah, cala essa boca, garota! — Suelen interrompeu, soltan

