Ferradura Narrando Lembro da minha primeira guerra... onze anos de idade. Moleque franzino, mas já com o dedo treinado pra matar. Tava no campo de batalha com meu coroa, o coroa do Espoleta e do Cartucho... Os brabo. Tava mexendo na bandoleira, alinhando mira no alvo, quando os fogos subiram no céu... adrenalina maluca, do tipo que gruda no sangue. Dali pra cá, se passaram 24 anos e cada fita daquela noite ainda dança na minha mente como se fosse hoje. Já tomei tiro, já dei tiro, já apaguei por 72 horas... Mas nada, na moral, nada bate o bagulho que tô sentindo agora. Essa pørra que tá me corroendo por dentro. Era pra ser o dia. Planejando tudo há mais de uma semana. Observando ela, vendo a firmeza dela, o jeitinho mesmo diante das fofoca, das intriga... Só que nesse meio tempo, a real

