Drika Narrando Já fazia tempo que eu vinha remoendo essa ideia. A vida não foi fácil pra mim, nem pro meu filho… mas eu sabia que não podia deixar meu coração ferido decidir tudo por mim. Dudu tinha o direito de conhecer o pai. E o Eduardo… por mais merdä que tenha feito, também tinha o direito de conhecer o filho dele. Era justo. Era o certo. Respirei fundo, enxuguei os olhos e deixei rolar. Abri a porta da frente, deixei os dois ali sozinhos, sem pressão, sem mágoa jogada em cima do momento deles. Só pai e filho, do jeito que tinha que ser. Sem restrição. Sem barreira. Eu não tava fazendo isso por ele, o Eduardo homem. Eu tava fazendo isso por Dudu. E por mim também. Porque carregar essa dor já tinha cansado meu peito há muito tempo. Peguei o celular e disquei o número da tia Marta.

