— Tem um homem dormindo no deque — Mary Anne falou, abrindo a porta da cozinha com tanta força que, por uma questão de centímetros, não acertou a parede. — Um homem muito grande. Vestido de preto. Noah terminou de despejar café nas duas canecas que colocara sobre o balcão da pia. — É Jamieson — explicou ele, virando-se para a sogra. Era pouco mais de oito horas daquela manhã cinzenta de terça-feira, mas Mary Anne tinha o aspecto descansado e alerta, parecendo bem mais jovem do que seus muitos anos. Mais jovem e mais feliz do que uma semana atrás. — O coitado passou a noite inteira lá fora? — Desde as três horas da manhã, quando me substituiu. — Bem, espero que esse café seja para ele. — Sim, senhora. — Ótimo. Não quero que Paraíso do Mar peque pela falta de hospitalidade. C

