Sonho ou Realidade?

1116 Words
- Acorda Moleque! - Batidas na porta altas e ruidosas acordaram Harry que escutava uma voz feminina gritar, não era possível era? - Acendeu a luz vendo o lugar apertado em que estava, o cama debaixo da escada da rua dos alfeneiro número 4, ele havia sonhado sobre ser filho de Severus? Sobre Sirius? Sobre Draco? Não poderia ser tão criativo, poderia? A tia voltou a bater e Harry começou a seguir para a cozinha enquanto a ouvia dizer a lista de tarefas do dia, por que não deveria ter nenhum armário sendo que no primeiro ano ganhou o segundo quarto de Duda? E por que não se lembrava de quando havia voltado para lá? Se aquilo tudo fosse um sonho então ele teria pego o trem com seus amigos certo? Quando chegou? Que dia seria? Com a cabeça longe Harry não viu que queimara o bacon até sua tia gritar empurrando-o para longe do fogão enquanto chamava seu marido, o moreno sabia que estava encrencado e tentou fugir, mas tio Válter o encurralou na cozinha já lhe estapeando Tudo aquilo era mentira, a dor era real demais, seu pesadelo era real, aquilo tudo fora apenas um sonho, um sonho onde tinha uma família de verdade, um sonho onde todos que o fizeram sofrer pagavam caro por isso - Harry! Harry acorde! Harry acordou suando frio e olhou em volta, estava em seu quarto na mansão Prince, tinha tido outro pesadelo com os Dursley, apenas isso, olhou para o lado vendo Severus ali visivelmente preocupado, suspirou e sentou-se, não voltaria a dormir novamente - Quer um chá? Posso pedir a Diffy para buscar - Severus sentou-se na cama também tirando o cabelo que caia no rosto de seu filho, esses pesadelos estava cada vez mais recorrentes, o garoto assentiu ainda sem dizer nada e deitou a cabeça no ombro do pai deixando seu coração se acalmar Ele tinha tanto medo de um dia acordar e perceber que tudo aquilo era um sonho, mesmo que estivesse com problemas por conta de uma guerra iminente ele preferia viver ali com Severus do que voltar para a casa dos tios onde teria que sofrer depois de experimentar algo bom. Uma coisa era ter que voltar para lá no verão depois de um ano em Hogwarts, até por que ele não podia chamar seus três primeiros anos de boas experiências, mas voltar para aquela casa depois de um ano com Severus seria a coisa mais difícil do mundo e ele sabia que Dumbledore estava mexendo seus pauzinhos para separar os dois Severus chamou a elfo pedindo pelo chá e deitou-se com o filho olhando o teto, o quarto havia sido decorado de acordo com os gostos juvenis do garoto então ele via uma imagem de Harry e Draco juntos nos jardins da escola no teto, provavelmente a última visão de Harry antes de dormir - Se quiser não precisa ir amanhã no julgamento, ninguém vai te julgar por não querer mais ver aquela família Harry, temos provas o suficiente de que eles te machucaram, não precisa ir lá - E-eu vou, eu quero ver eles uma última vez, quero mostrar que mesmo com tudo que fizeram não foram capazes de me destruir e que eu não os deixarei sair dessa sem punição  Severus suspirou e assentiu, ele odiava tanto os trouxas, não por uma questão de superioridade bruxa, mas por sempre machucarem aqueles que ele a ama, como sua mãe foi machucada, como Lily foi machucada e como Harry foi machucado - Tudo bem, beba o chá - O homem pegou a xícara deixada pela elfo sobre a cômoda e entregou a Harry que bebeu devagar ainda um pouco tenso com o pesadelo - Vai ser assim pra sempre? Essa dor e esse medo? - Infelizmente sim, mas com o tempo vai ficando menor e os pesadelos param de ser frequentes...vai haver dias que você sequer vai se lembrar desses dias de medo e vai ter dias que você m*l vai conseguir dormir, mas você vai conseguir seguir em frente e a maioria dos dias serão bons Harry olhou Severus curioso, sabia que o mais velho era sábio, mas a forma que falava...era como se passasse por aquilo - Sabe disso pelos seus anos de espionagem? - Queria que fosse, mas o que passei na guerra não chega nem perto do terror que vivi antes - Severus suspirou, não pensara em contar para o mais novo antes, mas sabia que Harry precisava de alguém que o entendesse - Meu pai era trouxa, como sabe minha mãe fugiu do casamento com Abraxas Malfoy para se casar com ele, Tobias Snape, mas ela não contou a ele sobre ser uma bruxa então Tobias só descobriu com meu primeiro acidente mágico, ele nos achava aberrações e nos batia, normalmente minha mãe me trancava no quarto para que eu não visse, mas eu ouvia tudo e tinha dias que eu também levava, ele chegava caindo de bêbado toda noite e a espancava até que ela ficasse inconsciente para depois fazer o mesmo comigo, quando minha mãe morreu eu tinha quinze, então eu fugi e me emancipei no mundo bruxo podendo viver livre de Tobias, mas não consegui fugir dos pesadelos ou da dor de ter perdido as duas únicas pessoas que me importavam...minha mãe e Lily Harry abraçou Severus com força, ele odiava tanto os trouxas, eles se achavam superiores quando na verdade não passavam de imbecis, por que machucavam a eles que nada faziam? Eram sempre eles os caçados, os que morriam, os que eram torturados psicologicamente só por serem diferentes, os trouxas eram intolerantes e mereciam sim o ódio bruxo, afinal como viver bem com aqueles que os obrigam a se esconder e viverem com medo? - Quer tentar dormir? Só precisamos acordar daqui a quatro horas - Severus ofertou tentando não se mostrar emocionado com o filho tentando o confortar - Acho que não consigo voltar a dormir - Harry suspirou - Vou tomar um banho e ler sobre as economias dos cofres Potter, soube que tenho muitas casas alugadas que os inquilinos não pagaram a anos, vou concertar tudo isso Severus assentiu, ele também não iria dormir mais, nunca iria voltar a dormir depois de acordar com os gritos sofridos de Harry - Sirius estará aqui às oito em ponto Harry riu levantando-se, Severus e seu padrinho já estavam bem íntimos e o garoto gostava disso, até mesmo como resultado dos dois pareciam mais uma brincadeira do que realmente uma briga, o garoto se sente leve perto dos dois e, segundo Narcisa, os dois estavam apaixonados então Harry sentia que só tinha a ganhar com os dois próximos próximos assim
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