A mansão na colina

1093 Words
ecia incomum, bochechas grandes e adoráveis. Seus olhos expressivos em forma de gato chamavam a atenção, apesar de estarem escondidos atrás das lentes dos óculos. Queixo macio. Um olhar intrigante, não muito parecido, e******o e frívolo. "Deus me livre de lindos machos alfa ricos. Todos eles se consideram o fabuloso Príncipe Encantado, mas para mim, eles são mais um vilão. _Não é justo, Voluma,a morena protestou. _A vida não é nada justa. Eu adoraria estar com um homem que não estivesse apaixonado por seu reflexo no espelho e que não precisasse de maquiagem ou roupas de grife. Ela se inclinou para frente e sua b***a estava mais uma vez no campo de visão de Brin, fazendo com que seu olhar voltasse para ela. _Então você prefere namorar um entregador de pizza cheio de espinhas do que um homem com complexo de cavaleiro?_Sim," ela respondeu alegremente, suas covinhas aparecendo em suas bochechas. "Não me importo com a aparência dele, o principal é a mente dele. Isso é o que ela disse. Fernando sabia por experiência que não deveria acreditar na palavra de uma mulher, eles esquecem a sua palavra quando veem uma desvantagem em um homem. Mas ainda assim, ela intrigava-o. Ela era esperta e ousada, um pouco rude, como se estivesse armando uma quadrilha contra o mundo inteiro, assim como ele. Ele observou as duas mulheres discutindo e rindo enquanto desciam as escadas, então eles saíram de casa, carregando caixas de livros preparados para o assistente de Carlos. O nome dela era Veluma. Ele tentou lembrar qual de seus conhecidos poderia ter mencionado Veluma. Oh doce ruiva de língua afiada. Brin queria saber mais sobre ela.Passou a mão pelas cicatrizes em seu rosto. Será que ela o acharia tão feio quanto o resto do mundo? Talvez. No entanto, ela disse que a aparência não importa, para outra o principal é a mente. Ele se perguntou se ela era sincera. Que diferença faz, ela se foi e ele nunca mais a verá. Ele continuou a pensar assim, olhando para a porta fechada, até que o segundo nome surgiu em sua memória: Delarriva. Ele se lembrou de onde ouviu o nome. - O que? Carlos respondeu bruscamente. - Vou a uma reunião._Diga-me, qual é a probabilidade de haver duas Raposas em Londres?" Brin perguntou. A voz do outro lado do telefone sumiu ___Raposa! Carlos perguntou depois de um longo silêncio._Você viu? Onde ela está?Fernando olhou para porta, por um lado, lentamente que as mulheres já tivessem ido embora e, por outro, se alegrando com isso.Ela saiu com uma Ruiva chamada Veluma. Eu quero saber tudo sobre ela_Sobre minha Cristal? Carlos rosnou. Não a Ruiva._Veluma? Pergunta Carlos ___Isso eu quero ela."Oh",Carlos respirou. _Sinto muito, amigo, eu não tenho sido eu mesmo ultimamente. Ela me deixou não sei onde procurá-la. Carlos parecia tenso._Não acredito ela está em Londres._Onde você está agora?_Estou em uma mansão em Thornton Heart. Ele havia terminado de examinar as novas aquisições e também estava entediado e um pouco solitário. Mas agora tudo mudou e ele não conseguia parar de pensar nesse ruiva, Veluma de óculos atraente e uma b***a gostosa. _Seu assistente deveria pegar as caixas da qui", ele explicou a Carlos de pois de um minuto. Mas Veluma e sua Esposa vieram em seu lugar._Eu tenho que ir" Disse Carlos.Vou ligar para Samantha e descobrir quem é ela enviou para substituí-la. Veluma seguiu a governanta pelos corredores largos e frios da mansão. O chão de mármore branco refletia a luz das lamparinas, e o ar parecia pesado, carregado de lembranças que ainda insistiam em viver entre aquelas paredes. — A casa é grande demais — murmurou Veluma, quase para si mesma. A senhora Rutherford olhou por sobre os óculos, séria como sempre. — E cheia de segredos, menina. O senhor Brin não aprecia curiosidade. Faça o seu trabalho, não faça perguntas e talvez mantenha este emprego por mais de uma semana. Veluma abaixou a cabeça em sinal de respeito, mas dentro de si havia algo que a impedia de simplesmente aceitar aquelas regras. O olhar do patrão ainda lhe vinha à mente — frio, distante, e ao mesmo tempo carregado de algo que ela não soube nomear. Quando ficou sozinha, já no salão principal, começou a tirar o pó dos móveis antigos. Cada peça parecia contar uma história: quadros de antepassados sérios, lustres de cristal cobertos por teias finas, e uma lareira apagada que, mesmo sem fogo, transmitia uma sensação estranha de presença. Veluma não acreditava em fantasmas… mas naquela casa, a solidão tinha voz. Enquanto limpava uma das prateleiras da biblioteca, encontrou um retrato. Era de uma mulher jovem, de sorriso suave e olhos tristes. Estava emoldurada em prata, com o nome gravado na base: Eliza Brin. Ela estava prestes a colocá-lo de volta quando ouviu passos atrás de si. — Eu não permiti que tocasse nas minhas coisas. O som da voz fez seu corpo estremecer. Fernando Brin estava ali, observando-a com o mesmo olhar severo de antes — embora algo em sua expressão tivesse mudado. — Me perdoe, senhor, eu… apenas estava limpando. Ele se aproximou lentamente, e o cheiro discreto de uísque e madeira antiga o acompanhava. — Eliza era minha esposa — disse, por fim, sua voz mais baixa, quase um sussurro. — Morreu há cinco anos. Veluma engoliu em seco, sem saber o que responder. — Sinto muito, senhor. Eu não quis… — Claro que não quis — cortou ele, desviando o olhar. — Ninguém nunca quer. Mas o destino raramente nos pergunta o que queremos. Ele pegou o retrato das mãos dela e o colocou sobre a mesa. Por um instante, os dedos dos dois se tocaram, e um arrepio percorreu o corpo de Veluma. — Vá — ordenou ele, voltando o olhar para o chão. — Termine seu trabalho e não volte a esta sala sem ser chamada. Ela fez uma reverência tímida e saiu apressada, mas quando chegou ao corredor, encostou-se à parede, sentindo o coração acelerar. Havia algo naquele homem… uma dor tão profunda que parecia pedir para ser compreendida. E, ainda que soubesse que deveria manter distância, uma voz dentro dela sussurrou que talvez tivesse encontrado o verdadeiro motivo de estar ali. Do outro lado da porta, Fernando permaneceu imóvel. Segurava o retrato de Eliza, mas a lembrança de olhos verdes e cabelos ruivos começava a ocupar o espaço onde antes havia apenas tristeza. Pela primeira vez em anos, o magnata da terra sentiu que o passado estava prestes a despertar — e que a chegada daquela mulher não era coincidência.
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