Oliver parou na soleira da porta do quarto, os olhos fixos na silhueta ainda envolta no lençol. Clarice estava deitada de lado, os cabelos ruivos espalhados suavemente sobre o travesseiro, o peito subindo e descendo com uma respiração lenta e profunda um sono de verdade. Ele permaneceu ali, imóvel, por longos segundos. Nada parecia errado. Nada parecia ameaçador. Só ela… finalmente descansando. Os olhos de Oliver seguiram cada detalhe dela: Os cílios tão delicados… O leve franzir da testa quando se moveu no sono… Os cachos ruivos.. As sardas por todo o corpo.. A boca levemente rosada... E uma coisa surpreendente aconteceu: Ele percebeu que não sentia apenas preocupação. Não era apenas instinto protetor. Havia algo mais profundo… algo quase indecifrável até para ele. Uma mi

