Eu sou o Pedro. Ou melhor, Pedrinho, como me conhecem aqui no Cantagalo. Eu sou alto, tenho algumas tatuagens, moreno claro e forte, nunca tive a posse de b@ndido ostentação. As ruas apertados, o cheiro de suor e esgoto misturado com o de maconha e pólvora... Esse é o meu mundo desde que me entendo por gente. Cresci no meio da pobreza, a dura realidade que assombrava a todos aqui. E a minha mãe... Ah, minha mãe. Ela foi mais uma vítima da favela. O vício a levou, transformou a mulher que me deu a vida numa sombra, numa alma perdida. Aos 16, já tinha entrado no corre. Precisava botar comida na mesa e pagar as dívidas dela. Meu pai? Foi comprar cigarro - um dos motivos da perdição da minha mãe. Ela apareceu grávida, foi um choque - um soco no estômago. Já era do corre, me virava como d

