Depois que o médico saiu do quarto, Lorena chorou. Um choro de dor, de desespero, de angústia. Ela tinha perdido toda a juventude, a liberdade dela. Então, num instinto protetor, eu abracei-a. E para minha surpresa, ela me abraçou de volta. Ela era pequena, magrinha ainda, praticamente suave perto de mim, mas mesmo assim, ela tinha um poder enorme sobre mim. Quando eu soltei ela, eu falei se ela queria alguma coisa.. Então, ela negou com a cabeça. Eu estava com fome então falei pra ela que ia comprar algo e voltava logo. Ela concordou com a cabeça. Quando eu voltei, voltei com um lanchão x-tudo, daquele enorme. Tinha batata fria e um refrigerante, dois litros. Arrumei tudo na mesa com a poltrona e sentei pra comer. Ofereci pra ela, mas ela não quis. Então, fiquei na minha. Alguns

