André ficou sentado na cama segurando o pingente, concentrado no caso. Os seus pensamentos pareciam seguir em várias direções. Tinha algumas teorias, e tudo quase se encaixava, mas parecia faltar um detalhe que não conseguia identificar. Não podia se precipitar, precisava ter certeza. O principal era ter foco, manter a cabeça no lugar e não se deixar levar pela emoção. Olhou novamente para o pingente: um pequeno coração de ouro branco cravejado de brilhantes. Se Rafael mentiu e foi ele quem comprou a peça, então, ele estaria totalmente enganado. Pensou em Verônica... André tinha uma regra desde que começou na sua profissão: nunca confie em ninguém, e isso se aplicava também a ela. Pensou nos hematomas que viu nas costas dela... Nunca odiou tanto uma pessoa, como odiava Henrique

