Capítulo Vnte e Quatro

1692 Words
Lucca a encarou sério e ela pode ver que em seus olhos refletiam, mágoa, dor, decepção e ao mesmo tempo um brilho diferente. Lucca: Como pode fazer isso comigo? Perguntou duro. Lia: Sinto muito, Luc. Disse chorosa. Sabia que tinha errado com ele. Lucca: Você tem ideia do que eu senti quando disse que o bebê não era meu? Tem ideia da dor que me causou? Por que, Lia? Por que quis me ferir dessa forma? Ela percebeu não só o sofrimento dele, como a mágoa também. Lia: Eu sei que não justifica, mas quando eu te vi lá. Vi você com ela, eu não soube reagir. Se encolheu. Ele riu sem humor. Lucca: Tem ideia do que você diz é absurdo? Eu te disse, eu disse para você que não tenho nada com ela e mesmo que tivesse é um direito meu seguir a minha vida, já que você me deixou, Lia. Lia: Lucca.... eu sei, eu percebi que não tinha direito de te cobrar quando fui eu quem saí de casa, mas eu não consigo me controlar quando o assunto é você. Quando é o que sinto por você. Em outros tempos, ele jogaria tudo para o alto e a beijaria naquele momento, diria que a amava e a tomaria em seus braços. Como sempre terminava a briga deles por ciúmes. Lucca: Eu me senti m*l, fiquei magoado, a mulher que eu amo estava esperando um filho de um desconhecido, um filho que não era meu, se ponha no meu lugar, o que você sentiria? Lia: Foi infantilidade, eu sei. Quando dei por mim já tinha falado merda. Lucca: Quando descobriu? Você saiu de casa sabendo que já estava grávida? Lia: Não! Se apressou em dizer. - Eu não faria isso, não naquele momento. Lucca: Você disse que saiu de casa grávida, isso quer dizer que sabia. Lia: Não, eu me expressei m*l. Eu já estava grávida quando sai de casa, mas só descobri bem depois. Lucca: Quando...quando fizemos amor você já sabia né? Lia: Sim...eu sabia. Eu fui te procurar para contar e acabamos em um motel. Eu queria te contar de uma forma especial, um momento só nosso, estava encontrando o jeito certo, só que contei da pior forma possível, me desculpe. Pediu envergonhada. Lucca: Por que não me disse? Porque não contou de uma vez, você veio embora para cá e não me falou nada. Lia: Tinha dado tudo errado de novo, e eu perdi a coragem. Eu queria contar de verdade, mas você precisou vir embora e percebi como estávamos machucados ainda. Não consegui contar, não naquele momento. Lucca: QUE SE f**a O MOMENTO, EU TINHA O DIREITO DE SABER! Gritou e a assustou, ela começou a chorar e ele passou as mãos no rosto, estava nervoso, magoado, preocupado e confuso, muito confuso. Lia: Des-des-culpa. Lucca: Me desculpa você, não deveria ter gritado, não pode ficar nervosa. Eu só.... Lia: Está...me odiando agora. Lucca: Não, eu não estou te odiando, eu quero te entender, entender seus motivos, de verdade, eu quero, mas não posso negar que estou decepcionado. Lia: Eu sonhei a minha vida toda com isso, com essa gravidez. E está acontecendo tudo do jeito que não imaginei. Desculpa, se não te contei, eu estou tentando lidar com meus próprios medos, minha ansiedade e a minha dor. Lucca: Você me privou desses meses, Lia. De descobrir isso com você. De estar perto e me contou de um forma que me magoou, por um momento, por um segundo eu acreditei que esse bebê era meu, e por ciúme me machucou, machucou o pai do seu filho, o homem que você diz amar. Eu nem sei o que pensar direito e talvez se não fosse você passar m*l, se não fosse seu pai me ligar você nem me contaria a verdade. Lia: Lucca.... Lucca: Eu estou feliz, apesar de tudo, estou feliz que vou ser pai, não n**o que durante anos evitei isso, mas foi por medo de acontecer alguma coisa com você e meu filho, não porque não queria, eu sempre quis, no meu íntimo sempre desejei ter um filho seu. Não n**o que imaginava em outras circunstâncias, talvez quando não estivesse tão ativo na delegacia e meus inimigos presos, mas hoje, ele está aí, no seu ventre e estou feliz por você ser a mãe, porque para mim não teria outra mulher para esse papel, quero acompanhar, quero estar presente, quero vivenciar tudo com você, mas somente como o pai do seu filho, por hoje eu estou magoado demais para tentar enxergar nós dois juntos de novo. Vou deixar você descansar e refletir. Disse a deixando sozinha no quarto. E Lia desabou a chorar. Marina: Não acha que foi muito duro com ela? Disse sem se conter. Assim que Lucca saiu do quarto encontrou a sogra. - Eu não queria escutar, mas vim te chamar para comer alguma coisa e ver como ela estava, não quis atrapalhar, mas não deixei de escutar. Lucca: Não foi fácil para mim para também. Marina: Eu sei, eu entendo e diversas vezes disse para ela contar, mas ela acabou de ter um sangramento, vocês já discutiram mais cedo. Ela está grávida, Lucca. Os sentimentos embaralhados, muito mais sensível que antes e talvez ser tão duro assim nesse momento não seja bom para ela e nem para o filho de vocês. Lucca: Eu...eu amo essa mulher. Disse sem controlar o choro. - Amo mais que a mim mesmo. Eu faria qualquer coisa por ela e me dói está longe, me dói sofrer com a ausência dela e saber que ela me escondeu o bebê, que chegou a me dizer o que o filho não era meu para me ferir. Me magoou, me feriu de uma forma. Eu sou louco por ela e sinto que a cada dia ela se afasta mais de mim, é como se não fosse a ter mais. Eu não sei, eu também estou uma bagunça total com tudo isso. Confessou e Marina o puxou para o abraçar. Marina: Dê tempo ao tempo, querido. O tempo cura tudo. Um amor tão forte como o de vocês não se esquece e nem se perde assim. Você estão machucados, mas acredito que esse bebê veio para mostrar a vocês que quando existe amor ainda se vale lutar. Ele sorriu pela primeira vez. Lucca: Eu vou ser pai. Eu vou ter um bebê. Marina: Vai sim, querido. E eu vou ser a avó mais coruja de todas. Lucca: Meus pais vão surtar. O primeiro netinho deles. Marina sorriu. Marina: Eu só não deixar que a Rita seja mais babona do que eu. Ele sorriu. Lucca: Serão as melhores avós do mundo. Marina sorriu. Eles ainda ficaram mais um tempo conversando e Otávio foi ficar com a filha. Viu Lia chorar e foi de partir seu coração, mas sabia que nada poderia fazer, a filha era casada, uma mulher adulta e que em breve seria mãe. E não tinha o direito de interferir nas decisões dela, além de saber que a filha tinha errado. O dia amanheceu e logo todos na delegacia estranharam Lucca não ir. Diana foi a primeira delas, os únicos que sabiam que ele não iria trabalhar eram Paulo e Ian. Sherlyn também estranhou, mas nada comentou com ninguém esperaria o amigo dá notícias e foi quase anoitecendo que Lucca pareceu na delegacia. Lia tinha recebido alta e ele a acompanhou até em casa, e garantiu de agora em diante participaria daquela gravidez. Lia ainda sentida pela conversa deles só assentiu calada. Ele a deixou na casa dos pais e só quando ela voltou a dormir que ele foi embora, além de precisar de um banho, tinha alguns documentos para levar na delegacia, já que iria pedir dispensa por uns dias até se organizar com a novidade que seria pai. Foi quando alguns funcionários iam embora e os do turno da noite chegavam que ele deu o ar da graça. Sherlyn o encarou séria. Sherlyn: Você sumiu. Aconteceu alguma coisa? Perguntou ao amigo que sorriu. Lucca: Aconteceu. E eu avisei ao Paulo que não viria. Paulo e Ian que saíam da sala o viram. Paulo: Cara, você me deixou uma mensagem de madrugada e deixou todos aqui preocupados não deu sinal de vida. Diana já se juntava no meio também assim como Camila que sairia naquela noite com Paulo. Lucca: A Lia passou m*l e eu fui ao hospital correndo. Diana já não gostou de saber, para ela os dois tinham discutido e agora ele saía de madrugada para socorrer a ex, não gostou nem um pouco de ver como ele ainda era ligado a ex mulher e como fazia tudo por ela. Sherlyn: Ela está bem? O que aconteceu? Perguntou preocupada. Lucca: Foi só um susto. Ela está bem. Na verdade, os dois estão. Disse sorridente. Diana: Os dois? Perguntou sem entender. Sherlyn: AH MEU DEUS! Lucca: Ela está grávida! EU VOU SEU PAI. Gritou feliz e os amigos o abraçaram e parabenizaram. Diana quase caiu para trás. Diana: Pai.... Disse baixinho. Lucca: Estou tão feliz. Ela vai ter um filho meu. Disse sorrindo bobo. Eric: Parabéns, cara. Vocês merecem. Ela sonhou tanto com isso. Lucca: Sim. Ela já está com a gravidez um pouco avançada, descobriu já com um tempinho, acho logo vai dá para ver a barriguinha. Sherlyn: Meu Deus, Lucca! Estou tão feliz por você. Vai ser papai. Ian: Precisamos comemorar. Lucca: Eu bem que gostaria, mas preciso ir para casa tomar um banho e contar a novidade aos meus pais. Deixa para outro dia. Quando ele saiu. Diana permanecia no mesmo lugar ainda sem acreditar. Sherlyn: Agora que eles voltam de vez, ainda mais com um filho a caminho. O Lucca bobo do jeito que está não vai querer ficar longe e a Lia deve estar muito feliz também era o sonho dela. Disse para alfinetar Diana. Camila: Imagine essa criança? Vai ser a coisinha mais linda, porque olha a beleza dos pais? Paulo: Ele vai o papai mais bobão. Eric: E nós os tios e tias corujas. Todos riram e Diana não achou a menor graça. Pegou suas coisas e foi embora.
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