CAPÍTULO XXII

956 Words

O uivo não morreu nas árvores. Ele rastejou pelo solo, vibrando sob as solas das minhas botas e fazendo as pedras soltas do muro de Guaranímia tremerem. Não era um eco natural; parecia o som de ferro velho sendo rasgado a frio por garras invisíveis. A dor na minha palma direita subiu pelo antebraço como chumbo derretido. As seis pontas da marca ardiam com tanta violência que a luz prateada e púrpura atravessava o espaço entre os meus dedos, projetando sombras retorcidas na relva pisoteada. — Iara! — Tuli ajoelhou-se de lado, largando a caneca de cidra fumegante, que se partiu na pedra. Suas mãos buscaram meu pulso com desespero profissional. — Não feche os dedos! Se o sangue coagular sob a queimação estelar, vai estourar os vasos! — Eu não consigo... fechar — arquejei, cravando os joelh

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