capítulo dez

2256 Words
Em poucos segundos os dois soltaram-se e riram quando se encararam, era estranho para ambos estarem assim, mas sentiam-se atraídos um pelo outro. — Isso é errado? — Davina tomou coragem e perguntou ao colega. — Acha que é? — Colocou uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha. — Não sei ao certo. — Corou instantaneamente com o gesto do rapaz — Podemos sair daqui? — Onde quer ir? — Riddle segurou sua mão firme e a ajudou a descer a escada. — Podemos ir para a sua comunal? Não quero que a noite termine agora. — Riddle sentiu suas mãos suar, nunca havia se sentido tão nervoso antes. — O que quer fazer? — Caminharam com calma ainda com as mãos dadas. — O que gosta de fazer? — Ler e você? — Escrever. — Mmm... o que escreve? — Tenho alguns diários, meus pais me incentivaram a por tudo o que sinto no papel, era mais fácil durante as viagens. — Eu adoraria poder viajar para todos os lugares que eu quisesse. — Riddle murmurou a senha de sua comunal e a porta abriu calmamente. — Onde gostaria de ir? — Adentraram à sala. — Itália, Estados Unidos, Barcelona. — Podemos ir depois que nos formarmos. — Você é muito sonhadora, já te disseram isso? — Riddle a acompanhou para seu quarto e segurou a porta para ela passar. — Algumas vezes, mas por que não iríamos? Não fica há muitas horas de Londres. — É caro — lembrou sentando em sua cama. — Meus pais não me deixaram uma herança enorme, apenas o suficiente para viver como todos os outros. — Quer conversar sobre isso? — Davina tirou o terno do rapaz e o colocou sob uma poltrona. — Não mesmo. — Se incomoda se eu tirar meus sapatos? — Fica a vontade. — Tom encarou o anel em sua mão, ele queria mais do que apenas conhecer alguns países, ele era ambicioso queria ser o melhor bruxo de todos, queria que todos os nascidos bruxos e trouxas soubessem seu nome. — Esse anel é lindo. — A morena sentou ao seu lado. — Gosta mesmo dele? — Desde o dia em que o vi na biblioteca. — Acho um pouco f**o, uso tanto que parece ser uma parte de mim. — Bobo. — Riu fraco — Se não gosta, por que usa? — Uma amiga gosta. — Amiga? Ela é legal? — O imitou. — Bem pouquinho, às vezes ela bebe e fica por aí nos corredores. Mas é divertido. — Isso aconteceu só uma vez. — E vou te lembrar sempre que possível desse dia. — Às vezes esqueço o quão chato você é. — Eu sou chato? — perguntou sério. — Sim, mas beija bem. Uma coisa invalida a outra. — Riddle sequer percebeu o sorriso fino em seus lábios. — Gosta do meu beijo, senhorita Wezen? — A garota quase travou ao ouvir aquela pergunta, o sonserino sabia a deixar desconcertada como ninguém. — Ah, leu os livros? — perguntou indo em direção à estante. — Ainda não, me responde. — Sorriu cínico. — Noite de Reis é incrível. — Davina. — A garota ficou em silêncio e bufou, odiava quando não estava com a situação sob controle. — Sim — sussurrou. — Desculpe, não escutei. -- Para Tom! — reclamou, suas bochechas estavam tão coradas que parecia que iria explodir. — Posso te beijar? — O rapaz perguntou se aproximando como uma cobra se preparando para agarrar sua presa. — Pode — respondeu, com certeza Davina não estava tão envergonhada antes. Tom acariciou seu rosto com calma, não sabia o que era todo aquele calor que sentia em seu corpo quando a tocava, mas adorava essa nova sensação. Logo selou seus lábios novamente, dessa vez não precisavam se preocupar em serem interrompidos, estavam sozinhos no quarto do sonserino. Riddle a puxou para perto e deslizou sua mão entre seus cabelos, Davina m*l conseguia pensar, nunca havia ficado sozinha com um rapaz antes. Tentou levar o rapaz até sua cama com leves passos, e o moreno parou o beijo sorrindo. — Acho que não vai querer fazer isso — murmurou. — Fazer o que? — Davina tentou disfarçar o que realmente queria fazer. — Sabe muito bem do que estou falando. — A desafiou. — Quanta audácia! Acha mesmo que vou me entregar a você sem ao menos estarmos comprometidos, senhor Riddle? — perguntou furiosa. — Me desculpa, não quis insinuar nada. — Davina suspirou e tentou manter a pose de brava. — Tudo bem. — Sentou-se novamente e Tom a acompanhou — Deveria tirar seus sapatos. — Você é mandona. — Isso não me ofende. — O rapaz tirou os sapatos e se aconchegou ao seu lado — Posso te fazer uma pergunta? Não precisa responder se não se sentir confortável. — Fala. — Você já deitou com outras garotas? — Está querendo saber se já fiz s**o? Estamos nesse nível de i********e? — Palhaço. — Já Davina. — Respirou fundo. — Tinha quantos anos? — Isso não importa... e você? Já foi tocada por algum rapaz? A morena desviou o olhar e lembrou-se de Trevor Lewis, um trouxa que conheceu durante sua passagem pela Suécia, ele a amava até saber de toda a verdade, havia apenas dois anos desde que ela o conheceu. — Não. — Sério? — Difícil de acreditar? — Não, é só que... você é muito bonita. — Minha beleza não esconde os meus poderes. — Do que está falando? — A encarou curioso. — Conheci um rapaz há dois anos, ele era trouxa, dei meu primeiro beijo nele... queríamos tudo sabe? Nos casarmos, ter a nossa família, era perfeito. — O que houve? — Ele descobriu meus poderes e ficou gritando, dizendo que eu era uma aberração e que precisavam me prender. — Respirou fundo — Meus pais o enfeitiçaram para esquecer de que havíamos namorado, ele só lembra que éramos vizinhos. — Eu sinto muito. — Tom a puxou para seus braços e a abraçou forte — Esqueça o que ele disse, você é uma bruxa incrível, Davina Wezen! Um dia o mundo ficará nas suas mãos. — Você falando assim, eu até acredito. — Riu fraco se afastando. — Mas é para acreditar, porque é verdade! Um dia todo esse mundo estará aos seus pés — disse firme, seus olhos brilhavam enquanto afirmava isto. — Você é incrível, Riddle. — Apoiou suas costas na cama. — Eu sei, senhorita Wezen. — Sorriu convencido. O rapaz adorava ser elogiado, ainda mais pela garota que parecia o admirar apenas por ele existir. Se sentia vulnerável com Davina, mesmo tentando ignorar o sentimento que crescia em seu peito, todo esforço era em vão. — Posso? — O que? — Não estava me escutando? — Desculpe. O que disse? — Ah não, me recuso a repetir. — Não seja orgulhosa. — Não mesmo. — Não me faça te obrigar. — O que vai fazer? Ler meus pensamentos? — Seria uma boa, mas... — Sorriu malicioso e fez cócegas na garota a fazendo gargalhar alto — Conta. — Não, para Riddle! — Só quando falar. — Deu risada encarando a garota. — Tom Riddle! — disse alto. — Está bem! Sua teimosa. — Isso não me ofende. — O rapaz se inclinou sorrindo para ela — O que foi? — Nada. — Lambeu os próprios lábios ainda a olhando. — Posso te beijar, Tom? — Isso está ficando muito fácil, não acha? — Como? — Você me beija quando quer, está ficando muito m*l acostumada. — Ah pronto! — Gargalhou — Então não me beije. — E quem te disse que eu não quero? — perguntou e a beijou lentamente. A garota retribuiu imediatamente, suas mãos agarraram os cabelos do moreno o fazendo arrepiar, Riddle sorriu e mordeu seus lábios devagar. — Aí. — Riu fraco. — Doeu? — perguntou-lhe dando um selinho. — Não muito. O rapaz acariciou seus lábios e voltou a beijá-la, antes que percebessem que o sonserino já estava entre as pernas da garota. Tom não exitou um segundo sequer antes de descer os beijos para o pescoço da garota a fazendo suspirar. — Tom. — Hum? — Mordeu seu pescoço devagar dando leves chupadas. — Isso é bom. — Gosta? — Sim. O rapaz afrouxou sua gravata e voltou a beijar seu pescoço com calma, prestando atenção em cada toque que a fazia arrepiar. Sua respiração estava cada vez mais ofegante, Davina suspirou quando sentiu a mão gelada do sonserino deslizar entre suas coxas. — Está tudo bem? — sussurrou. — Sim. — Você quer? — Parou sua mão próximo a sua i********e. — O que vai fazer? — perguntou ofegante. — Eu posso? — A beijou com calma. — Ah, pode. Tom sorriu enquanto deslizava sua mão dentro de sua calcinha, a morena suspirou. Aos poucos o rapaz acariciava sua i********e que já estava úmida antes mesmo de ser tocada, com movimentos lentos Tom começou a estimular, observando cada suspiro da garota. — Está gostando? — Uhum. — Mordeu seus lábios. Em poucos minutos a garota arfou e contraiu o abdômen fechando os olhos. Riddle tirou sua mão e a observou enquanto aproveitava o prazer que o rapaz lhe deu. — Isso é... — Gostoso? — A encarou. — Incrível. — Davina tomou coragem e deitou em cima do rapaz. — Você nunca se tocou? — Deveria? — Vai gostar. — Deslizou sua mão sobre as costas da garota. — Não sei como fazer. — Se quiser podemos repetir depois. — Acariciou seu rosto. — Vamos fazer isso depois? — Sorriu fraco. — Se quiser. — Deu-lhe alguns beijos suaves. — Ah, eu deveria fazer algo? — Como? — Quer que eu faça o mesmo em você? — Não, senhorita Wezen. Poderia passar essa noite comigo? Apenas me fazendo companhia, claro. — Tem certeza? Pensei que deveríamos fazer isso juntos. — Riddle sorriu e a abraçou forte. — Não quero que faça nada por obrigação, eu não me importo de te dar essa sensação. Apenas quero que fique, tudo bem? — Sim. — Acariciou seus cabelos. (...) O baile do Valentine's day, havia terminado de uma maneira ótima para os dois. Mesmo que Tom não admitisse em voz alta, adorava estar ao lado da garota, mesmo que agora estivesse a usando de travesseiro. A morena acordou cedo e ficou acariciando os cabelos negros do rapaz que deslizavam suavemente em seus dedos. A noite passada não saia de sua cabeça, estava confusa sem saber porque deixou Riddle a tocar, mesmo que tenha gostado tinha medo de que as pessoas pensassem m*l sobre ela, já que eles não estavam comprometidos. — Mmm... Bom dia. — O moreno beijou seu rosto e sorriu. — Bom dia. — Está acordada há muito tempo? — Tem um tempinho. — Estou faminto. — Sentou-se na cama. — Podemos ir tomar café, depois que tomar um banho. — Sorriu. — Mandona, eu acabei de acordar. — Deveria ir logo então. — Você me espera? — Sim. Riddle entrou no banheiro e deixou a garota sozinha em seu quarto. Davina arrumou a cama e ficou deitada por um tempo, após alguns minutos ela ficou encarando a grande estante, um livro com capa preta chamou sua atenção. Ela imediatamente levantou-se e pegou o livro, sua capa parecia ser de couro preto e não havia título na frente, se perguntou se não seria uma agenda, abriu o livro e leu as palavras escritas no topo do livro “Propriedade de Tom Marvolo Riddle, 1943." Logo o rapaz saiu do banheiro e sentiu seu corpo gelar quando viu a senhorita Wezen com o diário em suas mãos. — Davina? — Oi. — O que está fazendo? — Isso é um diário? — Sim, como achou? — A garota fechou e sorriu. — Coincidência, acha mesmo aquelas coisas sobre mim? — Ah, sim. O que você leu? — Pegou o diário de suas mãos. — Que você gostou de me conhecer, me acha bonita e estava ansioso para o baile. — Sorriu. Com certeza a garota não leu algumas páginas de mil novecentos e quarenta e três, onde o rapaz dizia com todas as letras que as mortes que ocorreram durante o semestre passado, haviam sido causadas por ele. — Por favor, não repita isso — disse guardando seu diário em sua gaveta. — Desculpa, não deveria invadir sua privacidade. — Aproximou-se. — Tudo bem, desde que não faça novamente. — A puxou pela cintura e a beijou. Odiava se sentir vulnerável, se alguém descobrisse esse diário, todos os seus segredos seriam revelados, ainda mais por ser uma parte de sua alma. — Vou deixar você se vestir. — Afastou encarando o corpo do rapaz que estava coberto apenas por uma toalha. — Sabe que não me incomodo, não é? Pode ficar. — Eu preciso trocar minhas roupas. — Por que não conjura elas? — Não consigo fazer isso. — Como não? — disse vestindo suas roupas. — Estamos longe da comunal. — Vamos, pega sua varinha. — Colocou uma camisa e se aproximou — Agora feche os olhos, quero que mentalize você indo até seu quarto e escolha o que quer vestir. — Certo. — Davina suspirou. — Quando terminar de escolher diga o feitiço accio. — Accio. — Imediatamente uma roupa apareceu na cama do rapaz — Eu consegui. — Parabéns. — A morena o abraçou forte e sorriu — Tome um banho, vai relaxar. — Uhum. (...)
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