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2306 Words
Ela caiu fria em meus braços e o meu coração começou a acelerar, afinal tudo que eu queria era tê-la ali comigo e que não ocorresse o que me assombrou esses anos todos novamente. De início eu tentei a todo custo não sentir nada por ela, inibir qualquer sentimento mas o sorriso dela mexeu comigo e determinação dela de vir me pedir ajuda mesmo com todos os riscos, esse jeito prepotente dela e também essa determinação me encanta e levando em conta o que vai acontecer daqui há uns meses eu acho que estou indo bem, estou conseguindo libertar meu coração do medo de não gostar de alguém novamente e talvez cogitando entregar ele novamente a alguém e esse alguém me despertou um medo imenso quando simplesmente definhou em meus braços. Ouço passos do lado de fora e alguns gritos, no mesmo momento o elevador abre e a minha indignação com a irresponsabilidade deles é tamanha que eu não consigo falar direito, apenas a pego no colo e saio o mais rápido possível dali. Automaticamente no lado de fora ela acaba revivendo e aqueles belos olhos azuis miram nos meus e eu percebo que ela havia acordado, estava atordoada sim mas estava bem e viva. Eu falei demais e quero que ela não tenha escutado, afinal eu ainda não tenho certeza disso, quero que aconteça aos poucos e que cada um corresponda o sentimento do outro se houver caso contrário não dará tão certo. Ela levanta e seguimos juntos até o meu apartamento, abrimos a porta do apartamento e ela entrou como um foguete em casa, parecia um flash e o gato vem até ela tão rápido quanto, pulando no colo da mesma que o pega, abraça e beija fala mil coisas carinhosas e eu só fico com uma certa agonia por que ele estava arranhando o vestido que por sinal foi caríssimo. Mas ela não se importava com os dólares gastados nele, mas sim com a saudade do seu melhor amigo, eu fico extremamente feliz com isso, afinal demonstra que ela não precisava só de dinheiro ou só se importava com ele. - Acabou? - questiono me sentando no sofá e ela diz : - Sim, por que? - questiona vindo com ele no colo e se senta no sofá. - Nada, só aguentava mais ver você rodopiando com ele no colo, eu fico com medo de você cair como fez no elevador - pontuo preocupado e relembrando todo aquele desespero. - Isso só acontece quando eu fico em lugares fechados como aquele, por isso eu insisti em vim pelas escadas - explica fazendo um carinho no gato e eu tento fazer o mesmo só que o bichano me morde. - Aí, gato pulguento! - xingo e ela dá uma risada. - Não xinga ele - ordena séria. O jeito que ela muda de humor rapidamente é impressionante. - Se ele não me mordesse eu não iria precisar xingá-lo - retruco com a cara fechada. - Se você o tratasse com carinho ele não te mordia seu chato - pontua o soltando e o mesmo pula de volta no sofá. - Eu estou com uma preguiça enorme para voltar pra aquele inferno - xingo relembrando todo caos que estava naquele local e isso só me dá mais vontade de fugir. - Então não vá, você é o chefe e tem poder para isso - sugere encostando a cabeça no apoio do sofá. Ah, como eu queria que fosse tão simples assim. - Não é tão simples assim Sophia, eu realmente queria ter essa facilidade mas infelizmente não tenho - levanto e olho o relógio - E agora já é hora de eu ir para lá - aviso com raiva e com grande desgosto. - Fique, depois arrume qualquer desculpa e vá quando dê vontade - sugere se sentando - É melhor do que surtar e bater alguém lá. Imagina só as notícias por todo canto " Erick o CEO surtou e bateu sei lá quantos homens de raiva" - afirma gesticulando da mesma forma que o meu pai quando lia as notícias sobre mim. Rir foi algo inevitável e embora eu quisesse manter a pose de durão, era impossível perto dela. - Viu, é melhor você ficar - insiste e eu tenho uma ideia. - Alô John? - atendo e ele responde : - Oi Erick, você sabe que... - inicia mas eu o interrompi. - Então eu quero que você assuma a reunião de hoje - peço e ele responde indignado: - Que? Como assim você está maluco? - questiona bravo. - Não, eu vou ter que cuidar da minha noiva, então você fará isso - minto e ele dá uma risada. Ele me conhecia bem. - Erick, você não quer vir e por isso está usando a menina não é? - questiona bravo. - Negativo, eu posso provar que ela acabou de passar m*l no elevador e não está nada bem - afirmo e eu nunca pensei que uma crise daquelas me traria benefícios. - Erick! - grita impaciente. - John me ajuda nessa, por favor, eu te ajudei naquela outra vez. - Foi uma coisa de verdade... - Tchauzinho. Me deixe a par de tudo - peço com um sorriso e ouço ele bufar de raiva ao desligar o telefone. O que seria de mim sem o John? Literalmente nada. Somos como irmãos e uma coisa que temos em comum é que ambos sempre quiseram ter irmãos homens, só que nunca tivemos aí somos unidos a tal ponto por causa disso. Embora seja errado terceirizar a minha futura função, eu estou cansado daquele lugar e da maldita pressão do Helio para que eu me case com a Pietra, eu sempre deixei claro que ela nem era a minha última opção quem dirá a primeira. - E aí? Vai ficar? - Sophia questiona sentada no chão e eu não vi que ela estava ali. - Vou fazer umas coisas aqui, na verdade comprar algumas coisas pro apartamento... Vem comigo? - peço olhando a hora. - Mas eu achei que você ia ficar para descansar - afirma se levantando. - Eu ficarei descansando, só de não ir para aquele inferno já será um descanso enorme - pontuo aliviado. - Ok, então vamos - confirma me olhando. - Eu vou tomar um banho rápido, me espera aí e vai colocando esse pulguento na caixa pra ele não bagunçar o apê - peço e vejo o semblante dela mudar. - Você disse o que? - questiona brava e eu corrijo a frase imediatamente não por medo claro. - Eu disse Remi, coloque ele na caixa para não bagunçar o apê - minto rindo e ela o pega no colo. Sigo para o meu quarto onde pego uma roupa qualquer e vou tomar um banho rápido, me visto e coloco um perfume pegando alguns cartões e o celular eu saio do quarto e ela estava conversando com o gato que já estava preso graças a Deus. - Nossa você fica bem melhor sem o terno, parece mais jovem - elogia me olhando. - Obrigada, você também está muito bonita com esse vestido, mas bagunçou um pouco do cabelo brincando com ele. Mas não tem problema, você continua linda - elogio indo até a porta. - Eu estou linda? - indaga surpresa - Ah obrigada... Você também está um gato - elogia de volta e eu dou uma risada. - Um gato de grife não é? - barganho e ela dá uma risada. - Não, um gato de rua daqueles bem surradinhos - zomba indo até às escadas. Que atrevida ! Horas antes na empresa, Hélio adentra a sala de Erick totalmente bravo e um pouco impaciente, a filha havia lhe dito que o rapaz havia arrumado uma noiva e isso o perturbou muito por que ele ainda tinha esperanças de que toda aquela negação de Erick fosse apenas uma carapaça. - Realmente irá se casar com outra garota? A pobre Pietra chegou em casa desolada - lamenta tentando derrete o coração do rapaz. - E eu com isso? Ela é sua filha, você que a acalme. - Deixe de ser insensível Erick, Pietra te ama... - Ela tem uma obsessão, é diferente ela me quer para apaziguar o seu ego e você só apoia por que está querendo tirar uma casquinha daqui mas eu não vou me casar com ela! Nunca, nunca. Espero não retornarmos a esse assunto. - Você sabe que a donda não aceitará entregar a fortuna nas mãos de uma desconhecida, se casar com Pietra será uma garantia para que você consiga de vez a empresa. - Eu prefiro ver isso tudo ruir aos meus pés do que se casar com a sua filha e você como pai deveria saber que o melhor para ela é estar com alguém que a ame e eu não sou esse alguém. - Quando se arrepender será tarde. - Digo o mesmo, a pare enquanto é tempo por que se ela tentar alguma loucura para cima da minha noiva terá grandes consequências para você. Esteja avisado e repasse a ela agora me dê licença. O homem sai da sala totalmente alterado, afinal ele queria realizar a promessa que fez a mãe de Pietra esta seria realizar todos os sonhos da garota entretanto havia um que ele nunca conseguiria ter, este era exatamente o que ela mais queria. Ainda assim, o homem se manteria irredutível e tentaria todas as possibilidades para realizar esse sonho da sua princesa mesmo que isso não garantisse a felicidade dela. ... Quando eles adentram o corredor das escadas, Sophia ia a frente de Erick que vê ela voltando para trás como se visse algo que tivesse a assustado ou até incomodado. - O que houve... Pietra o que você faz aqui? - questiona temendo o que aconteceria. - Erick eu achei que você estivesse na empresa trabalhando - pontua olhando com um ar de soberba para Sophia. - Se achou mesmo isso, o que veio fazer aqui? - questiona a garota e Erick se impressiona por que ele ia dizer o mesmo. - Eu vim visitar uma amiga minha - mente e ele percebe - Ah sim, boa visita. Vamos Sophia - tenta ir embora só que ela começa a provocar Sophia. - Ela está muito diferente de quando eu a vi, por algum acaso além de adestrar ela você tosou e deu um banho? - dá uma risada e a garota rebate segurando sua fúria. - A única pessoa que eu vejo que precisa disso é você - rebate a deixando brava. - Olha só, ela é agressiva Erick. E não tem classe... Será mesmo que a sua avó vai aceitar um ser assim na família? - provoca e Sophia responde de forma branda sem se desestabilizar. - E vai aceitar uma mulher sem amor próprio como você? Ah me poupe - xinga rindo. - Erick olha como ela fala comigo... - choraminga e ele perde a paciência. - Se você não parar com esse joguinho eu mesmo vou começar a te xingar e acredite você não vai querer isso - ameaça bravo e ela sorri de deboche. Erick acompanha Sophia que estava já do outro lado da rua, o rapaz temia pela ardilosidade de Pietra, afinal Sophia mesmo sendo o mais educada possível não era um saco de pancadas paralisado. - Ei, me espera... - a segura mas ela solta o braço de forma brusca e violenta. - Me solta Erick! Olha eu vou deixar bem claro para você que se essa louca me ofender novamente eu perdo esse acordo mas eu juro que a mato ok? - ameaça tremendo de ódio. - Eu deixo, e ajudo a esconder o corpo... Sério, ela é insuportável - incentiva com um sorriso mas ela continua brava. - Por que você deu brecha, deveria ter deixado claro desde o início que não a queria - abre a porta do carro e entra. - Mas eu disse isso desde o primeiro dia que eu a vi, ela nutre essa paixão platônica desde antes de nos conhecemos, eu não tenho culpa - se defende impaciente e ela não acredita - Até parece, não é? Só de você provavelmente ter se deitado com ela, isso já aumentou as esperanças, deveria ter deixado ela longe - resmunga e ele brada impaciente. - Sim eu me deitei com ela umas vezes mas eu sempre deixei claro que era um momento de prazer por que eu nunca amei aquela insuportável caramba! Eu só amei duas pessoas na minha vida e uma delas não está mais aqui e a outra... - A outra? - indaga curiosa e ele se dá conta que ia cometer uma besteira pela segunda vez. - Ah, deixa isso pra lá... - desdenha vendo que agora ela insistiria no assunto. - Continua Erick, quem é a outra menina? - questiona e ele fica paralisado sem saber o que responder. O celular toca e ele atende de prontidão, alguém diz algo que ele não gosta muito e isso o fez desligar o celular e bufar de raiva enquanto esmurrava o volante. - O que houve? - questiona a garota colocando o seu cinto e preocupada com a mudança de humor repentina dele. - Nada, eu vou deixar você na mansão e vou para empresa, ok? - explica colocando o cinto de Seguranças e fechando os olhos de raiva e também apertando o volante com força. - Ok... Mas o que houve? Você mudou de repente - insiste e ele respira fundo para não responder de forma grossa e assustar ela. - Não é nada demais, ok? Agora não pergunte mais por que eu não quero ser grosso com você - acelera o carro e fica pensativo. - Ok - se vira para janela e permanece a viagem inteira quieta.
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