Tayanara manteve o silêncio, com seus olhos fixos nos de Rangel, como se estivesse enxergando além das palavras, além das promessas. Ela via tudo. As verdades, as incertezas, as meias-mentiras, o medo disfarçado de decisão. Rangel sentiu o peso daquele olhar e, por um momento, ficou sem saber o que dizer. A tensão entre eles não vinha apenas do que ele havia dito naquela manhã, mas do que ela já sabia e que ele nem imaginava. Então, em vez de reagir impulsivamente, Tayanara respirou fundo, baixou o olhar e decidiu algo internamente. Ela não podia ir para casa agora. Não podia ficar sozinha. Seus planos estavam em suspenso, e naquele instante, percebeu que precisaria jogar com as cartas que tinha. Tayanara se sentou para almoçar em silêncio, sem vontade de prolongar qualquer c

