Capítulo- XXXIII. Amor " Todo encantamento é pouco para definir o que sinto quando meus olhos te contemplam. " Ragnar A noite, para mim, foi curta — pela primeira vez em séculos. Eu, em meu interior, implorei para que ela se prolongasse. Outra vez fui ignorado com veemência pelos deuses. Sorrio ao mirar a minha senhora. Ela repousa… e o tempo, obediente somente a ela, se curva a seus pés. A claridade que deseja invadir o aposento para ser testemunha do meu encantamento encontra o bloqueio do tecido das grossas cortinas. Tenho ciúmes — apenas o meu olhar pode se derramar sobre sua pele leitosa. Nem mesmo o brilho prateado da lua pode lhe tocar, pois a ela estão destinadas apenas as carícias dos túmulos dos mortais. — Oh, minha amada… se sou sombra, tu és a chama que me obrig

