Capítulo— Eternidade em mim. " Minha eternidade tem sede de amor, de amar e de recuperar aquilo que me foi privado." Ragnar Ela dorme. O peito sobe e desce num ritmo calmo, tão humano, tão frágil, que chega a doer olhar. A luz pálida da madrugada escorre pela janela e desenha o contorno do rosto dela como se o mundo inteiro tivesse parado só para esculpi-la em prata. Ou a lua se apossado de sua face. Tão bela, tão jovem, tão minha... — Ah, minha amada se soubesses que tens de mim o afã dos mais louco amante. Sussurro, comtemplando a sua beleza única. Eu estou aqui. Imóvel. Observando. Sempre observando. Há séculos eu não preciso dormir, mas, se precisasse, ainda assim escolheria este instante em vez de qualquer descanso. Porque nada no mundo — nem sangue fresco, nem caça, nem

