O sol nascia pálido sobre Brasília, um tom dourado que mais parecia ironia — como se até o céu quisesse fingir paz. Três dias se passaram desde o atentado. Sofia ainda sentia a dor fina no ombro, lembrança física de que a verdade sempre cobra um preço. Ela estava de volta ao centro de operações do Projeto Vida, agora escondido em uma base sigilosa, protegida por sistemas que Lorenzo pessoalmente ajudara a reforçar. Mas havia algo diferente no ar. Um tipo de silêncio tenso, o mesmo que antecede a tempestade. Lorenzo entrou na sala de comando, paletó sobre o ombro, olhar cansado. — Nova atualização do sistema. As transmissões do Projeto Vida estão sendo interceptadas em alguns países. Sofia franziu o cenho. — Interceptadas? Por quem? — Não sabemos ainda. Mas alguém está vendendo ace

