Capítulo 03 - A primeira bruxa

901 Words
P.O.V Irmãos Green. Noam e Liam estavam sentados no sofá com algumas caixas nos seus colos e enquanto Liam lia o diário da sua mãe, Noam mexia nas caixas, na tentativa de encontrar algo. Enquanto isso, Anna procurava no antigo escritório da sua mãe e do seu pai. — Encontrou algo? — perguntou Noam. — Não, aqui ela só diz o dia-a-dia dela e dos originais, mas são praticamente as mesmas coisas — respondeu. — E você? — Também não achei nada, que d***a — disse ele. — Será que existe algo aqui? — indagou Liam. — Não sei vocês, mas eu encontrei essa pedra aqui — exclamou Anna descendo as escadas, com uma pedra brilhante nas suas mãos. — Aposto que isso é só uma pedra, não seja i****a! — afirmou Noam. — Ou... pode ser algo importante — falou Liam. — Uma pedra? — perguntou ironicamente Noam. — Sim, nós não sabemos o que eles escondiam e pode ser qualquer coisa, então sim, uma pedra poder ser algo útil e importante! — respondeu Liam. — Então okay, já temos a pedra e agora? — Bom... agora eu não faço ideia — disse Liam confuso. Enquanto Liam e Anna pensavam no que fazer, Noam parou por alguns segundos e pensou em algo que a sua mãe guardava na sua escrivaninha. A mesma deixava uma agenda guardada com vários números de telefones e endereços, isso poderia ajudar a encontrar alguém que os seus pais conheciam. Noam rapidamente correu até o escritório caminhando em direção a escrivaninha. Assim que o mesmo abriu a última gaveta da cômoda, ele encontrou a pequena agenda, logo em seguida o mesmo desceu voltando para a sala. — Aonde você foi? — perguntou Anna. — A mãe deixava uma agenda guardada na escrivaninha dela, aqui há números de telefones e endereços, nós podemos conseguir encontrar algo. — Boa Noam — disse Liam contente. — Então anda, olhe isso logo! — ordenou Anna. Assim que Noam abriu a agenda, o mesmo começou a ler vários números e endereços na tentativa de encontrar algo útil. Alguns minutos depois, Noam havia encontrado um nome, Katherine Olsen. — Aqui — disse Noam apontando o seu dedo em cima do nome. — Legal, um nome, e aí? — perguntou Anna. — Esse nome não me é estranho, já ouvi os nossos pais conversando sobre essa moça — respondeu Noam. — Então vamos até ela — disse Liam. — Agora? — perguntou Anna. — Obviamente que sim! — afirmou Liam. — Gosto da sua atitude Liam — sorriu Noam. Assim que os mesmos chegaram no endereço marcado, Noam apertou a campainha e aguardou. O endereço dava numa casa antiga de madeira, com janelas empoeiradas e a sua cor desbotada, como se tivesse sido abandonada. — Acho que não tem ninguém morando aqui — disse Anna impaciente. — Tem que ter — falou Liam olhando através das janelas. — O que vocês querem?! — perguntou seriamente a moça atrás deles, com um vestido preto longo e com algumas ervas nas suas mãos. Assim que os demais ouviram a moça perguntar, eles rapidamente se viraram assustados. — Ah, oi... estamos procurando uma tal de Katherine — disse Liam. — E estão a procurando para o que? — perguntou a moça. — Nós queremos fazer algumas perguntas sobre Martha e Ricardo Green. A moça passou por eles e andou até a porta, a destrancando em seguida. — Tudo bem, entrem — disse ela dando passagem. Assim que todos entraram, os mesmos se sentaram no sofá de frente para a moça. — E então... Katherine? — perguntou Noam. — Sou eu mesma — respondeu ela. — Ah, prazer — disse educadamente Liam — E você seria o que dos nossos pais? — indagou Anna direta. — Então são vocês os filhos? Interessante. — E você é a...? — disse Anna. — Katherine, uma das primeiras bruxas. — Então foi você quem criou os vampiros, não foi? — perguntou Noam. — Isso mesmo, eu sou a criadora de vocês. — E quem são os originais? — perguntou Liam. — Os originais seria a família Hoffmann, vocês estão querendo encontrá-los? — Essa é a ideia — respondeu Anna. — Vocês não irão conseguir encontrá-los e mesmo se os achassem, vocês seriam mortos. — Eu “ouvi” dizer que eles estão querendo m***r os vampiros. — Bom, acho que já falei demais! — disse Katherine. — Nós precisamos saber o que está acontecendo e tentar encontrar os nossos pais — falou Liam. — Seus país sumiram? — perguntou intrigada. — Eles nos deixaram uma carta escrita e nela dizia que ambos não podiam explicar, mas que um dia nós entenderíamos e que nós saberíamos da verdade e é isso que viemos fazer, saber a verdade! — disse Noam. — Que m***a! — falou Katherine. — Tudo bem, eu vou-lhes dar um endereço e um nome, essa pessoa vai explicar a vocês o que vocês precisam saber. — Por que você não explica? — perguntou Anna. — Me desculpa, mas não posso. Aqui está — estendeu o braço dando o papel para Liam. — Tudo bem, nós já vamos indo — disse Liam. — Mas... — Anna foi interrompida. — Anda Anna, não faça perguntas! — falou Noam. Assim que os irmãos Green saíram da casa, eles entraram no carro e seguiram em direção ao endereço que Katherine havia passado-lhes.
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