P.O.V. Irmãos Hoffmann.
— Será que há outro jeito de matá-lo? — perguntou Louise.
— Não faço ideia! Além disso, precisamos pensar em como resgatar os nossos pais.
— Maldito Karl! Ele ainda nos paga.
Algum tempo depois, Elliot e Louise ouviram a campainha tocar. Elliot se levantou do sofá e seguiu para porta, a abrindo em seguida.
— Abel? — perguntou Elliot surpreso.
— Posso entrar?
Elliot deu passagem para que a mesma entrasse.
— O que faz aqui? Veio bisbilhotar a vida alheia? — indagou Louise.
— Fiquei sabendo de que estão querendo m***r nosso irmão e resgatar nossos pais.
— Sim e daí? — disse Elliot.
— Vim ajudar vocês.
— Ou veio bisbilhotar para depois contar para o Karl?!
— Não precisamos da sua ajuda, obrigada! — afirmou Elliot.
— Eu estou do lado vocês, podem confiar.
Louise revirou os olhos. — Conta outra!
— É sério! E além do mais, eu conheço algumas bruxas bem poderosas e que sabem como m***r Karl sem precisar das pedras.
— E quem seria?
— Uma amiga da Adora, já ouviram falar? De uma bruxa Harpia.
— E quantas são? — perguntou Louise.
— O suficiente para matá-lo!
— Tudo bem, qual é o plano?
P.O.V. Irmãos Green.
— Não acredito de que Karl tenha
conseguido pegar as pedras! Como ele conseguiu saber a senha? — disse Liam pensativo.
— Ou talvez, alguém tenha o ajudado — respondeu Noam olhando para Anna.
— Não seja patético Noam! Eu nunca faria isso!
— Não sei, suas atitudes mostram outra coisa.
— E elas mostram o que, exatamente?
— Não sei, quem sabe as suas perguntas sobre os cristais? E seria muito coincidência elas sumirem no mesmo dia.
Anna revirou os olhos ignorando Noam.
— Em falar nisso, onde está a mãe? — perguntou Liam.
— Talvez esteja em seu quarto — respondeu Noam.
— Não está, hoje de manhã eu olhei e não a vi.
— Só falta ter desaparecido novamente.
— Temos que encontrá-la!
— Tudo bem. Cada um para um local, se alguém encontrar, mande uma mensagem.
P.O.V. Martha Green.
Havia saído de casa e ido até a caverna, queria rever os caixões novamente, principalmente de Ricardo.
Assim que entrei, me sentei no chão e comecei a dizer algumas frases do feitiço, para ver se eu conseguia desfazer a magia. Pois, eu era uma parte bruxa também e já havia feito alguns feitiços.
— Você não vai conseguir — disse Karl atrás de mim.
— O que está fazendo aqui? — perguntei ao me levantar.
— Meus pais estão aqui também.
— Por que me soltou e não soltou meu marido também?
— Ainda tenho algumas questões a resolver.
— Sabe que uma hora ou outra você vai cair, não sabe?
— Você e os meus irmãos tem que parar com essa mania de achar que pode fazer algo contra mim.
— Mãe? — disse Anna, entrando na caverna.
— Estou aqui — exclamei
— Olá Anna — cumprimentou Karl.
— Karl... Oi
Karl olhou para Anna com um pequeno sorriso em seus lábios, saindo em seguida.
— O que está fazendo aqui? Estávamos procurando você.
— Queria ver se eu conseguia fazer algumas magias.
— Tudo bem. Vem, temos que ir.
P.O.V. Irmãos Hoffmann.
Assim que a bruxa Harpia chegou no apartamento de Elliot, a mesma entrou.
— Querem falar sobre a magia?
— Sim, queremos saber como vai funcionar.
— Há uma estaca de ferro, posso fazer uma magia para que a mesma mate por completo Karl. Mas terá que ser uma magia muito forte, até porque, Karl já conseguiu se ressuscitar algumas vezes.
— E tem como você retirar o feitiço da caverna, onde estão os nossos pais? — perguntou Louise.
— Vou tentar, mas acredito que dê.
— Nós agradecemos muito! — disse Elliot.
— Eu disse que ela era boa — sorriu Abel.
— Agora, enquanto eu faço o feitiço, vocês terão que planejar algo, talvez um jantar em família.
— Vamos pensar em algo, obrigada — agradeceu Abel.
— Já vou indo.
Assim que Adora se retirou da casa de Elliot, os irmãos começaram a pensar em um plano.
— Que tal chamarmos Karl para vir jantar aqui, aí nós chamamos a família Green também, assim teremos mais forças para segurar Karl, quando algum de nós enfiar a estava no coração dele.
— Gostei da ideia, mas ele não irá desconfiar de algo? — perguntou Louise.
— Chamaremos ele dizendo que queremos fazer uma proposta para ele, sobre os nossos pais.
— Talvez funcione — disse Abel.
— Pronto, já temos um plano, agora é só irmos conversar com os Green.
P.O.V. Família Green.
Algum tempo mais tarde, os irmãos receberam os Hoffmann na sua casa.
— Então — perguntou Noam.
— Temos um plano para matarmos Karl — respondeu Elliot.
— E essa é a? — indagou Liam.
— Essa é Abel, nossa irmã — disse Louise.
— Então, sobre o plano.
— A bruxa Harpia irá nos ajudar. Ela tem uma estaca de ferro e jogará uma magia nela, para que a mesma mate definitivamente o Karl. O convidaremos para ir jantar até em casa e falaremos que queremos fazer uma proposta, em troca dos nossos pais. Enquanto isso, vocês também estarão lá, porque assim que decidirmos enfiar a estava nele, vocês nos ajudarão a segurá-lo — disse Elliot.
— Espero que esse plano funcione mesmo! — respondeu Noam.
— E vai! Estou confiante — falou Abel.
— Além disso, a Harpia é uma bruxa forte e junto com a Katherine, ficará bem mais forte.
— Tudo bem, então vamos começar a nos preparar.
P.O.V. Anna Green.
Assim que os Hoffmann foram embora, subi para o quarto, deitando em minha cama.
Estava preocupada com o plano, não queria que acontecesse. Comecei a pensar em como eu poderia ajudar Karl. Poderia mandar uma mensagem para ele, mas minha mãe e os meus irmãos estavam muito em cima de mim, a cada coisa que eu fazia, eles me observava.
Teria que pensar em meu próprio plano, para tentar ajudá-lo.