Capítulo 08 - A Pisadeira.

1179 Words
Anna estava dormindo no seu quarto, quando a mesma acordou sentindo uma pressão muito forte em seu peito. Assim que Anna abriu os olhos, a mesma ficou horrorizada com o que estava vendo na sua frente. Havia uma mulher magra em cima de si, a mesma possuía dedos compridos e secos, unhas enormes, sujas e amareladas. Havia pernas curtas, cabelos desgrenhados, nariz enorme com muitos pelos, como um gavião. Seus olhos eram vermelhos fogo, malignos e arregalados. Seu queixo era revirado para cima e a boca escancarada, com dentes esverdeados e à mostra. A mulher possuía uma gargalhada estridente e horripilante. Anna tentou se mexer, mas a mesma não conseguiu, pois, o seu corpo estava paralisado, como se tivesse adormecido. Seus olhos estavam marejados e a sua respiração ofegante. Anna tentou gritar, chamar um dos seus irmão, mas a mesma não conseguiu fazer nada. Os seus olhos ficavam apenas arregalados, com o terror que presenciava. Alguns minutos depois, Anna fechou os seus olhos, os apertando, desejando que aquela criatura horrorosa desaparecesse de seu quarto. Logo depois, Anna gritou, conseguindo se mexer em seguida. Na mesma hora, os irmãos apareceram em seu quarto, encontrando Anna chorando em pratos, aterrorizada com o que acabara de presenciar. — O que houve? — perguntou Liam preocupado. Anna estava sentada na sua cama, tentando falar uma palavra, mas a mesma não estava conseguindo, pois, ela estava chorando e soluçando. — Anna... — disse Noam sentando ao seu lado. — Eu não quero mais ficar aqui sozinha — respondeu Anna ainda chorando. — O que houve? Conte-nos — pediu Liam, sentado do outro lado da sua cama. — Uma criatura estava em cima de mim. Ela era h******l e eu não consegui mexer o meu corpo, nem ao menos consegui falar — disse Anna secando as suas lágrimas. — Está tudo bem Anna. Agora respire e tente se acalmar e conte-nos, o que você viu? — perguntou Noam. Assim que Anna terminou de contar o que havia visto, Noam e Liam ficaram horrorizados e intrigados com o que haviam escutados. — Que m***a era aquela? — indagou Noam. — Seja o que for, mas ela já se foi — dise Liam. — E se ela voltar? — perguntou Anna assustada. — Ela não vai voltar. Mas de qualquer forma, nós iremos ficar aqui com você essa noite, não se preocupe — respondeu Liam a abraçando. Na manhã seguinte, Anna havia acordado um pouco cansada por não ter conseguido dormir direito e ainda assustada. A mesma levantou-se tentando encontrar Liam e Noam em seu quarto, mas os mesmos não estavam. Anna calçou os seus chinelos e desceu as escadas, caminhando em direção a cozinha. — Bom dia! — cumprimentou Liam, sentado na mesa. — Bom dia! — respondeu cansada. — Ainda assustada? — perguntou. — Já estou melhor — respondeu Anna. — Onde está Noam? — Na sala, tentando falar com o Elliot. — Para que? — Para saber qual criatura era aquela em cima de você. Tempo depois, Elliot havia chegado na casa dos Green. — E então, sobre o que querem falar? — perguntou Elliot sentado no sofá. — Ontem a noite, uma mulher havia aparecido em cima da Anna e ela não conseguia nem ao menos se mexer — respondeu Liam. — Maldita Kate! — disse Elliot. — Você a conhece? — indagou Noam. — E ela tem nome? Aquele monstro tem nome? — perguntou Anna surpresa. — É, ela tem — respondeu Elliot. — Ela é a picadeira, uma criatura que pode se disfarçar de qualquer aparência que ela queira. Ela fica o telhado, esperando a pessoa dormir, para depois a atacar. — Mas, porque ela quis atacar-me? — perguntou Anna. — Aposto que foi ideia do Karl — respondeu Elliot. — Por que ideia dele? Ele não sabe que nós estamos o procurando. Ou sabe? — disse Noam. — Talvez alguém esteja o contando. — E quem seria? — indagou Noam. — Abel — respondeu Elliot. — E agora? — Vamos — disse Elliot levantando-se do sofá e se dirigindo em direção a porta. — Para onde? — Para o endereço marcado. Assim que os Green e Elliot saíram de casa, os mesmos entraram no carro e seguiram em direção ao local marcado pela Naomi. Ao chegarem no local, os mesmos desceram do carro e seguiram para a porta. O local dava num lugar distante da cidade, pois, a casa se encontrava num local com mato em volta. Era uma casa grande de madeira, a mesma era velha e desgastada. Assim que Elliot viu que ninguém os atenderia, o mesmo arrombou a porta, entrando em seguida. — O que está fazendo? — perguntou Anna. — Ele se acha muito esperto! Ele não está mais aqui, ele já se foi, de novo — disse Elliot pegando um pequeno vaso, que o mesmo estava em cima de uma mesa. — d***a! — gritou Elliot alterado, jogando o vaso contra parede. — Uou, calma aí — disse Noam. — Ainda podemos achá-lo — falou Liam. — Vocês não conhecem o Karl. Se ele não quiser ser achado, então ninguém vai encontrá-lo — respondeu Elliot ainda irritado. — Mas nós podemos conseguir. Elliot balançou levemente a sua cabeça em negação, frustrado com a situação, em seguida, o mesmo se retirou da casa, voltando para o carro. — E agora? O que faremos? — perguntou Anna. — Eu não faço ideia! — respondeu Elliot desapontado. — Acho que devemos voltar para casa e pensar sobre o que podemos fazer — disse Liam. — Também acho — concordou Noam. — Então assim será! Voltaremos — falou Elliot. Assim que os mesmos voltaram para casa, Anna decidiu sair um pouco e ir a um bar, para beber e tentar relaxar um pouco. Ao chegar no bar, a mesma entrou e sentou-se numa cadeira no balcão, pedindo uma bebida em seguida. — Olá — cumprimentou um homem, sentando ao seu lado. Anna virou a sua cabeça para vê-lo. O homem era alto e usava roupas elegantes. O mesmo possuía cabelos castanhos claros e olhos verdes. Seu sorriso era cativante, mas, ao mesmo tempo, sombrio. — E o que quer? — perguntou Anna seca. — Então você é a irmã com a personalidade forte? — Como? — indagou intrigada. — Você se divertiu com a pisadeira? — Karl... — Eu mesmo, prazer em conhecê-la gatinha — sorriu. — Me chama de gatinha de novo e eu enfio-te uma estaca! — sorriu Anna ironicamente. — Agressiva. Gostei! — sorriu sacana. — Onde está os meus pais? — E eu que sei? — Tenho certeza! — Tudo bem, eu digo, mas antes você precisa enviar uma mensagem para o Elliot. — Eu tenho cara de correio? — Como eu gosto de você, Anna. Anna bufou revirando os olhos, impaciente e irritada, por Karl enrolar em contar sobre os seus pais. — Diga para o meu irmão, que o tempo está se esgotando. — O que está se esgotando? — Apenas diga a ele. Até mais gatinha — sorriu Karl, retirando-se do bar.
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