— E então? Nós vamos atrás dos originais? — perguntou Anna sentando no sofá.
— Se queremos encontrá-los, então sim! — respondeu Noam.
— Será que eles irão realmente saber sobre aonde nossos pais estão? — indagou Liam.
— Talvez saibam. Anabelle falou que eles sabem muito sobre os outros vampiros — respondeu Anna.
— Bom, só indo lá para saber — disse Noam.
— Então nós vamos hoje? — Liam perguntou.
— Por mim nós podemos ir agora — disse Anna.
— Por mim também — falou Noam.
— Então tudo bem, vamos agora — disse Liam sorrindo levemente.
Então os irmãos Green pegaram alguns dos seus pertences e seguiram para o carro. Assim que eles colocaram algumas coisas no porta-malas e entraram, os mesmos seguiram em busca dos seus pais.
— Espero que eles estejam realmente lá! — disse Anna no banco da frente com seus olhos fixo no para-brisa.
— Também espero — respondeu Liam no volante.
— E se por acaso eles não estiverem lá? — perguntou Noam.
— Aí nós iremos perguntar para alguém que esteja lá — respondeu Liam.
Noam revirou os olhos e voltou a olhar pela janela.
Assim que chegaram no local, os mesmos desceram do carro e entraram na uma pequena loja. Ao entrarem, os Green caminharam até o balcão, aonde se encontrava uma mulher.
— Posso ajudar?
— A Anabelle nos mandou aqui — respondeu Liam.
— Então são vocês os irmãos vampiros?
— É, somos nós — disse Noam.
— Ela me falou sobre vocês. Venham...
Os irmãos Green começaram a acompanhar a moça em uma área externa no funda da loja. Ao chegarem no local mostrado, os mesmos avistaram uma moça de tranças africanas, de pele parda e alta, que a mesma estava sentada pintando alguns quadros.
— Lia — a moça a chamou.
— Sim? — disse Lia ainda pintando seus quadros.
— Eles estão aqui.
Lia colocou o seu pincel em cima da mesa e se virou para olhá-los.
— Estava esperando por vocês — sorriu levemente. — Se aproximem, fiquem a vontade.
Assim que os mesmo se aproximavam de Lia, a mulher que havia trazido-os voltou para a loja.
— E então, vocês estão querendo saber dos originais — disse Lia.
— Isso e dos nossos pais — falou Anna.
— Você é bruxa também? — perguntou Liam.
— Não, eu sou uma Banchee — respondeu Lia.
— Banchee? E o que vocês fazem exatamente? — indagou Noam.
— Nós Banchees prevemos a morte, quando sentimos, nós gritamos e um grito nosso pode estourar até mesmo um crânio, então tomem cuidado. Nós éramos... somos consideradas as mensageiras da morte.
— Então... vocês sabem quando alguém vai morrer? — perguntou Anna.
— Nós sentimos, nós escutamos e nós sabemos.
— E... você está sentindo algo? — indagou Noam.
— Relaxa, ninguém vai te enfiar uma estaca — respondeu Lia.
— Ainda bem, obrigada — Noam sorriu aliviado.
— Magina — sorriu Lia.
— E então, sobre os originais... — disse Liam.
— Pois bem, sei que vocês querem encontrar os seus pais e principalmente os originais, mas não irá ser muito fácil. Até a alguns dias eu os vi na 3ªavenida, mas não sei se eles ainda continuam por aqui.
— Você sabe aonde eles podem ter ido? — perguntou Anna.
— Bem, se eles não estiverem mais aqui, eu sei de um lugar. Vou lhes dar um endereço.
— Eu já cansei de papéis com endereços — disse Noam revirando os olhos.
— Tudo bem, nós ficaremos muito agradecidos — sorriu Liam.
Assim que Lia entregou o endereço para os irmãos Green, os mesmos agradeceram e se despediram, saindo do local e seguindo para ambos os endereços marcados.
— Vamos em qual? — perguntou Anna.
— Na terceira avenida, já que é aqui perto.
Assim que os irmãos chegaram ao local, desceram do carro e apertaram a campainha da enorme casa.
— Tô achando que é aqui, olhem só para essa casa, grande e sombria — disse Noam.
— Sério Noam? — perguntou ironicamente Anna.
— O que? — deu de ombros.
Alguns segundos depois, um homem alto, com um semblante sério abriu a porta.
— Pois não? — perguntou.
— Estamos procurando a família Hoffmann — respondeu Anna.
— O que querem? — indagou o homem alto, ainda com a sua expressão séria.
— Estamos atrás dos nossos pais! — afirmou Noam.
— E os seus pais são...?
— Os Green! — disse Liam.
— Não sabemos nada sobre os seus pais e muito menos dessa tal família Hoffmann, sinto muito!
Assim que o homem ameaçou fechar a porta, Anna rapidamente colocou um dos seus pés na porta, fazendo com que o homem não conseguisse fechar.
— Tenho certeza de que você pode nos ajudar! — disse ela o encarando irritada.
— Não! Eu não posso, lamento! — rebateu ele.
Noam o olhou receoso e decidiu se aproximar, mas assim que Noam se aproximou, o mesmo tropeçou na quina da pequena escada e caiu com as suas mãos apoiadas na porta, fazendo com que a mesma se abrisse. Noam se apoiou no pé do homem e se levantou.
— Mil desculpas, eu sou muito desastroso — pediu Noam
— Sem problemas.Mas como eu mesmo disse, não há nada que eu possa fazer para ajudar, então com licença! — disse ele fechando a porta.
— Que d***a! — esbravejou Anna.
— A Lia nos disse que era aqui — falou Liam.
— E você ainda acha que não era ele um dos originais? Óbvio que era! — afirmou Anna irritada.
Assim que os irmãos voltaram para o carro e seguiram para a casa, Noam mostrou algo que havia os deixado felizes.
— Eu tenho algo de que vocês irão gostar — Noam sorriu.
— E o que é?! — perguntou Anna.
— Coloquei um rastreador no sapato do homem — respondeu ele.
— Sério? — sorriu Liam contente.
— Aham, agora mesmo que eles saíam dessa casa, nós não iremos perde-los de vista.
— Boa Noam! — parabenizou Liam.
— E você Anna, não vai falar nada? — perguntou Noam se virando para olhá-la, que a mesma estava no banco de trás do carro.
— O mínimo tinha que fazer — disse ela olhando para a janela.
— E o orgulho nunca vai embora... — Noam revirou os olhos.
— E você anda com um rastreador? — perguntou Anna.
— Não minha querida, mas como o seu irmãozinho aqui é esperto, eu penso muito e antes de sair de casa me bateu essa ideia.
P.O.V Lia.
Lia estava em seu pequeno quintal ainda terminando seus quadros, quando a mesma ouviu alguns passos, ela olhou ao redor intrigada, mas não havia visto nada, mas assim que Lia se virou para voltar a pintar, avistou Karl em sua frente.
— O que está fazendo aqui? — perguntou engolindo em seco.
— Ouvi dizer que você andou contando por aí aonde eu estava.
— Não é verdade!
— Cuidado com as mentiras Lia, eu observo tudo o que vocês fazem — disse Karl em um tom intimidador.
— Não estou.
Karl riu levemente irónico, sentando ao seu lado com a mão em um canivete, que o mesmo possuía o objeto.
— Você pode ouvi-los? — perguntou Karl batendo suavemente seus dedos no canivete.
— O que está fazendo? — indagou Lia o olhando assustada.
— Consegue sentir o que está prestes a acontecer?
— Sacha... — disse num tom baixo.
Assim que Sacha entrou no exterior do comércio, aonde ambos estavam, Lia olhou para a faca e em seguida para sua prima assustada, gritando o seu nome, para que a mesma corresse, mas antes que Sasha pudesse correr, Karl rapidamente jogou a faca em direção ao seu coração, fazendo com que a mesma caísse de imediato.
— NÃO! — gritou Lia em prantos, correndo até sua prima e agachando ao seu lado.
Karl se aproximou de ambas com um sorriso sádico em seus lábios, se agachando em seguida ao lado de Lia.
— Você deveria ter sentido antes.
— O que você fez? — perguntou Lia chorando, com a sua prima deitada no seu colo.
— Isso foi um aviso, para você pensar duas vezes antes de abrir a boca!
Karl as olhou friamente se levantando e rapidamente indo embora.