Capítulo 05 - Em busca dos pais

1392 Words
— E então? Nós vamos atrás dos originais? — perguntou Anna sentando no sofá. — Se queremos encontrá-los, então sim! — respondeu Noam. — Será que eles irão realmente saber sobre aonde nossos pais estão? — indagou Liam. — Talvez saibam. Anabelle falou que eles sabem muito sobre os outros vampiros — respondeu Anna. — Bom, só indo lá para saber — disse Noam. — Então nós vamos hoje? — Liam perguntou. — Por mim nós podemos ir agora — disse Anna. — Por mim também — falou Noam. — Então tudo bem, vamos agora — disse Liam sorrindo levemente. Então os irmãos Green pegaram alguns dos seus pertences e seguiram para o carro. Assim que eles colocaram algumas coisas no porta-malas e entraram, os mesmos seguiram em busca dos seus pais. — Espero que eles estejam realmente lá! — disse Anna no banco da frente com seus olhos fixo no para-brisa. — Também espero — respondeu Liam no volante. — E se por acaso eles não estiverem lá? — perguntou Noam. — Aí nós iremos perguntar para alguém que esteja lá — respondeu Liam. Noam revirou os olhos e voltou a olhar pela janela. Assim que chegaram no local, os mesmos desceram do carro e entraram na uma pequena loja. Ao entrarem, os Green caminharam até o balcão, aonde se encontrava uma mulher. — Posso ajudar? — A Anabelle nos mandou aqui — respondeu Liam. — Então são vocês os irmãos vampiros? — É, somos nós — disse Noam. — Ela me falou sobre vocês. Venham... Os irmãos Green começaram a acompanhar a moça em uma área externa no funda da loja. Ao chegarem no local mostrado, os mesmos avistaram uma moça de tranças africanas, de pele parda e alta, que a mesma estava sentada pintando alguns quadros. — Lia — a moça a chamou. — Sim? — disse Lia ainda pintando seus quadros. — Eles estão aqui. Lia colocou o seu pincel em cima da mesa e se virou para olhá-los. — Estava esperando por vocês — sorriu levemente. — Se aproximem, fiquem a vontade. Assim que os mesmo se aproximavam de Lia, a mulher que havia trazido-os voltou para a loja. — E então, vocês estão querendo saber dos originais — disse Lia. — Isso e dos nossos pais — falou Anna. — Você é bruxa também? — perguntou Liam. — Não, eu sou uma Banchee — respondeu Lia. — Banchee? E o que vocês fazem exatamente? — indagou Noam. — Nós Banchees prevemos a morte, quando sentimos, nós gritamos e um grito nosso pode estourar até mesmo um crânio, então tomem cuidado. Nós éramos... somos consideradas as mensageiras da morte. — Então... vocês sabem quando alguém vai morrer? — perguntou Anna. — Nós sentimos, nós escutamos e nós sabemos. — E... você está sentindo algo? — indagou Noam. — Relaxa, ninguém vai te enfiar uma estaca — respondeu Lia. — Ainda bem, obrigada — Noam sorriu aliviado. — Magina — sorriu Lia. — E então, sobre os originais... — disse Liam. — Pois bem, sei que vocês querem encontrar os seus pais e principalmente os originais, mas não irá ser muito fácil. Até a alguns dias eu os vi na 3ªavenida, mas não sei se eles ainda continuam por aqui. — Você sabe aonde eles podem ter ido? — perguntou Anna. — Bem, se eles não estiverem mais aqui, eu sei de um lugar. Vou lhes dar um endereço. — Eu já cansei de papéis com endereços — disse Noam revirando os olhos. — Tudo bem, nós ficaremos muito agradecidos — sorriu Liam. Assim que Lia entregou o endereço para os irmãos Green, os mesmos agradeceram e se despediram, saindo do local e seguindo para ambos os endereços marcados. — Vamos em qual? — perguntou Anna. — Na terceira avenida, já que é aqui perto. Assim que os irmãos chegaram ao local, desceram do carro e apertaram a campainha da enorme casa. — Tô achando que é aqui, olhem só para essa casa, grande e sombria — disse Noam. — Sério Noam? — perguntou ironicamente Anna. — O que? — deu de ombros. Alguns segundos depois, um homem alto, com um semblante sério abriu a porta. — Pois não? — perguntou. — Estamos procurando a família Hoffmann — respondeu Anna. — O que querem? — indagou o homem alto, ainda com a sua expressão séria. — Estamos atrás dos nossos pais! — afirmou Noam. — E os seus pais são...? — Os Green! — disse Liam. — Não sabemos nada sobre os seus pais e muito menos dessa tal família Hoffmann, sinto muito! Assim que o homem ameaçou fechar a porta, Anna rapidamente colocou um dos seus pés na porta, fazendo com que o homem não conseguisse fechar. — Tenho certeza de que você pode nos ajudar! — disse ela o encarando irritada. — Não! Eu não posso, lamento! — rebateu ele. Noam o olhou receoso e decidiu se aproximar, mas assim que Noam se aproximou, o mesmo tropeçou na quina da pequena escada e caiu com as suas mãos apoiadas na porta, fazendo com que a mesma se abrisse. Noam se apoiou no pé do homem e se levantou. — Mil desculpas, eu sou muito desastroso — pediu Noam — Sem problemas.Mas como eu mesmo disse, não há nada que eu possa fazer para ajudar, então com licença! — disse ele fechando a porta. — Que d***a! — esbravejou Anna. — A Lia nos disse que era aqui — falou Liam. — E você ainda acha que não era ele um dos originais? Óbvio que era! — afirmou Anna irritada. Assim que os irmãos voltaram para o carro e seguiram para a casa, Noam mostrou algo que havia os deixado felizes. — Eu tenho algo de que vocês irão gostar — Noam sorriu. — E o que é?! — perguntou Anna. — Coloquei um rastreador no sapato do homem — respondeu ele. — Sério? — sorriu Liam contente. — Aham, agora mesmo que eles saíam dessa casa, nós não iremos perde-los de vista. — Boa Noam! — parabenizou Liam. — E você Anna, não vai falar nada? — perguntou Noam se virando para olhá-la, que a mesma estava no banco de trás do carro. — O mínimo tinha que fazer — disse ela olhando para a janela. — E o orgulho nunca vai embora... — Noam revirou os olhos. — E você anda com um rastreador? — perguntou Anna. — Não minha querida, mas como o seu irmãozinho aqui é esperto, eu penso muito e antes de sair de casa me bateu essa ideia. P.O.V Lia. Lia estava em seu pequeno quintal ainda terminando seus quadros, quando a mesma ouviu alguns passos, ela olhou ao redor intrigada, mas não havia visto nada, mas assim que Lia se virou para voltar a pintar, avistou Karl em sua frente. — O que está fazendo aqui? — perguntou engolindo em seco. — Ouvi dizer que você andou contando por aí aonde eu estava. — Não é verdade! — Cuidado com as mentiras Lia, eu observo tudo o que vocês fazem — disse Karl em um tom intimidador. — Não estou. Karl riu levemente irónico, sentando ao seu lado com a mão em um canivete, que o mesmo possuía o objeto. — Você pode ouvi-los? — perguntou Karl batendo suavemente seus dedos no canivete. — O que está fazendo? — indagou Lia o olhando assustada. — Consegue sentir o que está prestes a acontecer? — Sacha... — disse num tom baixo. Assim que Sacha entrou no exterior do comércio, aonde ambos estavam, Lia olhou para a faca e em seguida para sua prima assustada, gritando o seu nome, para que a mesma corresse, mas antes que Sasha pudesse correr, Karl rapidamente jogou a faca em direção ao seu coração, fazendo com que a mesma caísse de imediato. — NÃO! — gritou Lia em prantos, correndo até sua prima e agachando ao seu lado. Karl se aproximou de ambas com um sorriso sádico em seus lábios, se agachando em seguida ao lado de Lia. — Você deveria ter sentido antes. — O que você fez? — perguntou Lia chorando, com a sua prima deitada no seu colo. — Isso foi um aviso, para você pensar duas vezes antes de abrir a boca! Karl as olhou friamente se levantando e rapidamente indo embora.
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