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1575 Words
Capítulo 57 Serena narrando Eu saio da casa de Tereza e saio pensando em tudo que conversamos, nas coisas que ela me disse de Antonio e Maisa. — ‘’ Por isso estou te falando, porque sinto que você tem o coração bom e que eu posso confiar em você – eu sorrio para ela – Serena, me escute. Nem Maisa e nem Antonio nunca valeram nada, na verdade nunca me decepcionaria se os dois, tivessem fugido, ficado juntos ou até mesmo tivesse tentado dar um golpe maior dentro do morro. ‘’ Quem era você de verdade Antonio? E porque me escondeu tantas coisas? — Serena – Vejo Tadeu e ee se aproxima – fui até a sua casa mas não te encontrei. — Estava conversando com Teresa – eu respondo – tomando um café com ela. — Teresa é super educada – ele fala — E o que você queria comigo? — Queria te convidar para comer algo – ele fala – estava sozinho. — Eu agradeço – respondo para ele sorrindo – mas esotu sem fome. — É rápido – ele fala — Agradeço de verdade – eu respondo para ele – mas acho que prefiro resolver algumas coisas que tenho para resolver. — É claro – ele fala. Eu saio andando, estava meio sem paciência no momento para conversar com alguém ou fingir simpatia, eu sei que Tadeu poderia ser totalmente útil para o meu plano, mas nesse momento estava sem cabeça para isso. Eui me sento na quadra e fico encarando o morro, as crianças correndo, os vapores andando de um lado para o outro e me vem na cabeça que um dia Antonio também esteve aqui, esteve aqui fazendo as mesmas coisas ou não, eu não sabia quem ele era de verdade, somente conhecia quem ele inventou, porque agora acredito que ele tenha inventado quem ele era, tudo aquilo era um personagem. Isso me doía muito, me doía de mais, porque eu acreditei em algo que não era verdade e que nunca existiu, eu limpo as minhas lagrimas, as lagrimas que desce sobre o meu rosto, mesmo tímida, porque eu estava segurando elas, porque se fosse deixar exrravassar tudo que eu sentia, nesse momento, eu teria explodido que nem uma panela de pressão. Meu celular toca e era Carla, eu encaro a ligação e resolvo anteder. — Carla – eu falo — Serena – ela fala — Onde você está? – eu pergunto — Cheguei em casa agora e vi sua casa aberta, fiquei preocupada. — Devo ter esquecido a ultima vez que fui ai – eu falo – você estava viajando? — Sim – ela responde – com algumas amigas. — E desde quando você em amigas? — Eu também tenho uma vida Serena, mas só liguei para saber se você estava bem. — Estou – eu respondo para ela. — Ok – ela fala – até mais – ela desliga. Eu encaro a chamada se encerrando e entro no w******p, vejo uma foto dela na imagem do w******p, dela na praia toda bronzeada, realmente deve ter ido gastar mais um pouco da grana que recebeu de herança. Capítulo 58 Serena narrando Os dias foram passando e eu fui me aproximando mais das pessoas que eu queria tirar informação. — Serena – Pedro fala quando abre a porta — Maisa está em casa? — Não – ele fala — Eu queria emprestado uma vasilha de vidro, você consegue me emprestar? — É claro – ele fala – entra. Eu entro dentro da casa e vou com ele até a cozinha, ele começa a procurar. — Maisa está na escola? – eu pergunto – não vi ela lá – ele me encara — Ela disse que tinha ido – ele fala — Que nem da outra vez, fui procurar lá e não achei, Maisa anda tão estranha, acho que é comigo. — Com você? – ele pergunta — Parece está meio que me evitando. — Deve ser impressão – ele fala — Ela mudou bastante – ele me olha – quando meu marido era vivo, a gente era mais unida, não sei se por acaso ela não gostou que eu viesse trabalhar aqui no morro. — Mas foi ela que arrumou aqui, não foi? – ele pergunta — Foi – eu respondo – e você sabe o motivo – ele me encara — Não entendi Serena – ele pergunta — Pedro, você sabe por qual motivo estou no morro, Maisa deve ter te contado, não venha me dizer que não – ele me olha – eu sei que ela te contou a verdade. — Serena – ele fala me olhando – eu sei toda a verdade – ele me encara – é claro que eu sei toda a verdade, até porque fui eu que te coloquei aqui dentro com ajuda dela. — Yan sabe? – ele me encara e n**a – você tem certeza? — Se ele sabe, ele nunca me controu – ele fala – quer saber a minha opnião? Você está jogando um jogo perigoso de mais. — Teresa me disse que vocês se criaram junto – eu falo para ele – teresa me disse isso. — Sim, nos criamos – ele fala – mas eu nunca fui com a cara de Antonio, Maisa sempre foi amiga dele. — Ela mentiu para mim esse tempo todo? – eu pergunto para ela – Me diz, porque? — Provavelmente Antonio pediu – ele fala — E a traição? – eu pergunto e ele me encara – Porque ainda continua com ela? — Porque eu a amo e isso ficou no passado – ele fala – agora – ele me encara – quer continuar jogando esse jogo que você quer jogar, não vá tirar satisfação com a Maisa, porque querendo ou não, aqui dentro você só tem a nos dois que vamos te proteger. – ele abre a gaveta – é essa a vasilha que você quer? — E quem não me garante que a qualquer momento vão puxar meu tapete e entregar a minha cabeça? — A troco de que? – ele pergunta – não vamos ganhar nada fazendo isso, na verdade, eu não me envolvo na sua história e jamais vou me envolver, faça o que você acha que tem que fazer e quando for a hora, pega suas coisas e vai embora, na verdade, deixe sua mala para trás, apenas sai você de cabeça erguida daqui de dentro, Antonio está morto, você não. Nunca esqueça disso! – ele me entrega – é melhor você ir, fazer o que tme que fazer com sua vasilha de vidro. Capítulo 59 Yan narrando Eu vejo Serena saindo da casa de Pedro, desorientada e subindo o morro sem destino certo, Pedro sai da casa dele e me encara, vem em minha direção. — Adianta o seu plano – ele fala me encarando – não vai demorar muito para ela ir embora daqui. — Porque está falando isso? – eu pergunto para ele. — Porque ela está percebendo quem era o marido dela d e verdade – eu olho para ele – e daqui a pouco vai perceber que estar aqui é uma furada. – Ele me encara – e ai, vai tudo por água baixo e ela vai estar na boca do lobo correndo perigos que ela nunca imaginou passar. E eu acredito que você não queira isso. Eu olho para Pedro e entendo o seu recado, saio andando pelo morro atrás dela, pelos rádios os vapores me avisam que ela subiu para o alto do morro, quando me aproximo do alto do morro, vejo Serena sentada no chão, de pernas cruzadas olhando para gente, eu me aproximo lentamente dela. — Acho que você gostou de ser a minha sombra – ela fala me encarando – onde eu vou, você está atrás de mim. — Eu vi você subindo – eu falo me sentando ao seu lado e ela me encara com os olhos inchados – posso saber porque está chorando? — Sabe quando você acha – ela me olha – acha não, tem certeza, que viveu uma grande mentira? — Você está falando isso sobre a traição da Maisa com seu marido? – ele pergunta — Sobre tudo, minha vida desmoronou depois da morte dele, tantas perguntas sem respostas e cada vez parece que me afundo mais nelas – ela me olha – eu penso em sair, ir embora, viver o mundo — E ficar sem as respostas? – eu pergunto para ela e ela me encara – você acha que teria paz se fosse embora e não tivesse elas? — E ficar para morrer aos poucos, dia após dia? – ela pergunta — É assim que você se sente? — É – ela fala — Se sente assim por causa de um homem que provavelmente não soube te valorizar e te traiu com sua melhor amiga e agora está morto e você está deixando morrer por ele? — É difícil você entender, você nunca amou ninguém. — Porque afirma isso Serena? – eu pergunto e ela me encara — Pela pessoa que você é – ela fala — Está sendo preconceituosa professora – eu falo para ela — Então – ela se vira – você já amou alguém de verdade? — Já – eu respondo – duas pessoas e uma dela está morta também – ela me encara com os olhos arregalados tentando entender o que eu estava falando.
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