11-AJUDANDO

1039 Words
ABNER O medo era grande, estava num lugar deserto, com a minha filha de quatro anos nos meus braços, aquele carro ali, do nada. Mas, o choro, sim, era de uma mulher. — Papai vamos ajuda, ela precisa. — Silencio Mabel, não sabemos quem é. — É uma donzela em perigo, papai, igual nas histórias, seja o herói dela, vamos. Ela desceu do meu colo e saiu correndo, comigo atrás. — QUE ÓTIMA DONA DE OFICINA VOCÊ É INGRID, SUA IDOTA; POR ISSO, ESTÁ ASSIM, ABANDONADA, SEM NINGUÉM. -A moça gritava, e chorava enquanto segurava a mão. — CALMO VAMOS AJUDAR-TE! -Mabel já chegou gritando. A moça, olhou para minha filha, de uma forma doce, era um moça muito bonita, mesmo com o rosto banhado em lágrimas, a sua beleza estava ali, e não parecia assustada com a nossa presença. — Oi pequena, eu sou a Ingrid, vocês vieram de onde? Estão perdidos? Ela falou calma, olhando para nos. — Boa noite! O meu nome e Abner, essa é a minha filha Mabel. Estávamos num ónibus que quebrou, mas tudo virou uma bagunça, briga, então informaram de um vilarejo, mas acreditou acabamos perdidos. — O ónibus da CANA, fiquei sabendo que quebrou, e sim estão perdidos, por sorte. Pois o vilarejo perto de onde o ónibus quebrou, fica entrando numa estrada, a alguns quilómetros atrás, porem, está fechada, a ponte caiu na última chuva, caminhando nessa direção, chegaram na cidade onde moro, mas até lá são muitos quilómetros. Daria carona, mas o carro quebrou, fui arrumar, mas, acho que hoje não é meu dia, feri a mão. -Tadinha papai, por isso você chorava. Mabel, foi perto dela, que mostrou um corte na mão. — Você tem um kit de primeiro socorros? — Sim, tenho, está ali poderia ajudar-me. -Sim claro! Peguei o kit, lavando a mão dela, e enfaixando. — Você é enfermeiro? — Não mecânico, posso olhar o seu carro? — Claro, se conseguir descobrir o que ele tem, nos três podemos ir para a cidade. Comecei a mexer no carro, enquanto ela e Mabel, conversavam, o tempo começou a mudar, e ficar frio. — Senhor Abner, Mabel e eu podemos esperar dentro do carro, começou a ficar frio? — Por favor, se puder colocar ela lá, fico agradecido. — Outra coisa, ela tem alguma intolerância alimentar, pois tenho uma refeição ali, posso dar-lhe. — Seria ótimo, tia Ingrid, pois estou com fome. — Ela come de tudo. Mabel, por favor comporte-se. As duas entraram, eu fiquei a mexer no carro, que, na verdade, sofreu uma pancada no motor, tirando algumas coisas do lugar, provavelmente uma pedra, pois ali não era uma estrada pavimentada. Dentro do carro, as duas conversavam como velhas amigas, nunca vi a minha filha falar tanto. E a moça, que chorava, parece que esqueceu da dor na mão, bem que aquele choro não me parecia ser por conta do machucado, não o da mão, parecia uma dor de dentro. Arrumava o carro, e ficava a imaginar o que uma moça tão linda fazia naquela estrada deserta. Ela estava com os seus cabelos castanhos claros, presos no alto da cabeça, o rosto redondo, corado, lábios carnudos, nariz perfeito, olhos miúdos, negros como pinche, não era alta, usava uma calça jeans colada no corpo, o que desenhava, as pernas grossas, que faziam um conjunto perfeito com a b*** redonda e arrebitada, cintura fina. A camiseta de um banda de rock metal, não era grudada, mais os s*** medi-os fazia a imaginação girar. Sim, ela é linda, um tipo de mulher que você virá o pescoço, para olhar uma segunda vez, se passar pela rua. O que estou pensando, nunca fui mulherengo, sempre um bom rapaz, namoros sérios que não deram certo, pois elas só viam a minha conta bancaria. Agora aqui, reparando cada detalhe dessa desconhecida, de voz suave e calma. Entrei no carro, e dei partida, ele pegou, fazia ainda um barulho estranho, mas daria para rodar alguns quilómetros em segurança. — Olha, vai precisar levar no mecânico logo cedo, mas acredito que dá para você chegar até a cidade. — Dá-nos chegarmos até a cidade. Não irei conseguir dirigir, vocês não conseguiram chegar na cidade caminhando, que tal uma ajuda dos dois lado. -Isso papai. — Tudo bem, até porque parece que vai começar a chover. Fechei o capo do carro, e ela indicou o caminho. — Senhor Abner, Mabel contou que o senhor ia para a outra cidade atrás de trabalho, se é mecânico talvez podemos entrar num acordo. — Sim, sou mecânico, a senhorita sabe de algum serviço na sua cidade. — Apenas Ingrid por favor, isso de senhorita, nem combina comigo. Olha sou dona de uma oficina na cidade, como vocês são novos aqui, para ajudar, o senhor pode ficar com Mabel, num cómodo ao lado da oficina, o lugar é mobiliado. Nada de luxo, mas confortável, o senhor faria o teste na oficina, se passar, combinamos o aluguel do lugar, que tal. -Você é dona de uma oficina? — Não parece, mas sou. Sei mexer em carros, mas machuquei a mão. A oficina era do meu pai e do sócio dele, o senhor Otávio. Papai faleceu faz cinco anos, o senhor Otavio ficou doente, precisou se ausentar, por motivo de doença. Ele mora num sítio hoje em dia, era de lá que voltava, por isso tanta comida aqui dentro, tia Cida sempre pensando na minha alimentação. — Olha Ingrid, eu preciso pensar. — Pensar no que papai, tia Ingrid disse que o lugar é bem legal, e poderei ir à casa dela que fica nos fundos, e amanhã posso ficar no escritório dela, enquanto o senhor trabalha, mas que ela consegue fácil uma vaga na escolinha para mim, poderei ir para a escola com os filhos da amiga dela. -Tudo bem! — Então combinado, chegando na cidade, vamos direto para oficina, lá mostro a casa, vai precisar apenas de um enxoval, lençol, toalhas, mas isso resolvemos depois. -Precisa de panela tia. — Não, essas tem lá, pois já morou, outras pessoas ali. As duas iam fazendo planos, como se a minha opinião nem importasse, tenho que tomar cuidado, Mabel, não pode se apagar muito nessa moça, não sei nada dela.
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