Maya Eu reconheceria aquele homem em qualquer lugar. Mas quando ele entrou... eu não reconheci. Por um segundo, achei que tava olhando pra outra pessoa. O corpo era o mesmo. Alto. Largo. Presença que ocupa espaço sem pedir licença. Mas o resto… O resto não era o Russo que eu conhecia. Terno escuro. Bem alinhado. Nada chamativo. Nada exagerado. Sem correntes de ouro. Sem aquele ar de “sou dono de morro”. Ele tava… Elegante. Bonito. Não, bonito é pouco. Lindo. Meu coração deu um salto grande no peito. E eu odiei isso na mesma hora. Porque não era pra eu reagir assim. Não depois de tudo. Mas reagi. E não fui só eu. Eu percebi. As mulheres no restaurante também perceberam. Os olhares discretos. Algumas nem tão discretas assim. Uma ou outra virando o rosto rápido quando ele

