Maya O caminho de volta pra casa pareceu mais longo do que deveria. O Uber dirigia em silêncio, o rádio desligado, só o barulho do motor e os faróis cortando a noite. Eu fui no banco de trás com a Amanda, o Gael foi na frente de moto, porque precisava chegar rápido pra preparar tudo. Eu fiquei olhando pela janela, vendo as luzes passarem borradas, a cidade seguindo normal… como se nada tivesse acontecido. Mas dentro de mim… tudo tava errado. Amanda tava do meu lado, encostada no banco, fraca, quieta. O corpo dela parecia que ia desabar a qualquer momento. A cabeça pendia pro lado, os olhos às vezes fechavam, às vezes olhavam pra frente como se ainda estivesse tentando entender o que tinha acontecido. O soro tinha saído, os exames tinham sido feitos, mas o susto continuava ali, no olhar

