MAYA - O HERDEIRO QUE ELE NÃO PEDIU

1274 Words

Maya Eu não conseguia parar de tremer. Não era frio. Não era febre. Era o corpo respondendo ao que eu tinha acabado de ver. O Russo. Ajoelhado. Na minha frente. Beijando minha barriga. O homem que nunca se curvava pra ninguém, de joelhos no chão frio da própria sala, com a cara enterrada na minha pele. Aquilo foi a última coisa que eu esperava. Não houve grito. Não houve tapa. Não houve ameaça. Só aquele beijo quente, lento, quase reverente. Como se eu fosse sagrada. Como se o bebê fosse sagrado. Como se ele estivesse diante de um altar e não de uma mulher que ele mesmo quase destruiu. Meu corpo tremia. As mãos, as pernas, os lábios. Tudo tremia. Eu olhava pra ele ajoelhado, olhava pra tatuagem "Maya" no peito dele. E não sabia o que sentir. Não sabia o que pensar. Não sabia se corria

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