MAYA - DO JEITO CERTO

1828 Words

Maya O quarto tava escuro. Só a luz da rua entrando pela fresta da cortina, desenhando sombras no chão. O silêncio era quase completo — só a respiração pesada dele, o ronco baixo de quem dorme exausto, pesado. O vento lá fora batendo nas folhas das árvores. Eu tava sentada na beira da cama. Olhando ele. Nick. O pai do meu filho. O homem que me fez voar e me fez cair. O homem que eu jurei que odiava, que eu jurei que ia esquecer, que eu jurei que nunca mais ia deixar entrar na minha vida. E ele tava ali. Na minha cama. No meu quarto. Na minha casa. Dormindo. O peito subia e descia devagar. O rosto marcado, a barba por fazer, os lábios entreabertos. O corpo ferido — o braço enfaixado, a perna com os pontos ainda vermelhos, a pele roxa perto dos curativos. A tatuagem "Maya" no peito ap

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