EDY - O PREÇO DA BONDADE

1694 Words

Edy Eles me arrastaram para um barraco nos fundos do QG no morro do Russo. Não foi uma caminhada curta. Subiram comigo me arrastando sem cuidado pelos braços, meus pés arrastando no chão irregular, as pontas dos tênis raspando no cimento quebrado. Cada curva, cada degrau, cada portão que a gente passava, eu ia mapeando na cabeça. Saída. Entrada. Viela de fuga. Ponto cego. Mesmo machucado, mesmo amarrado, o instinto de sobrevivência não desliga. Ele fica ali, esperando. O barraco era velho. Porta de madeira podre, janela sem vidro, telhado de zinco enferrujado. Dentro, uma cadeira de ferro no meio do chão de terra batida. Me sentaram ali. Amarraram minhas mãos atrás das costas com enforca-gato — o plástico apertou os pulsos, cortou a circulação, os dedos formigando igual formiga subindo

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