Maya Dois dias. Quarenta e oito horas. Dois mil oitocentos e oitenta minutos. Cento e setenta e dois mil e oitocentos segundos. Eu contei. Não porque tivesse nada melhor pra fazer. Porque cada segundo que passava sem ele, a falta apertava mais. Dois dias desde a invasão. Desde os tiros. Desde o sangue. Desde o beijo na frente de todo mundo. Desde que a gente voltou. Dois dias estranhos. Silenciosos demais depois do caos. Como se o mundo tivesse resolvido dar uma trégua, mas ninguém avisou meu coração. Ele continuava em guerra. Acordava acelerado, dormia pesado, e no meio da noite eu acordava com a mão estendida pro lado vazio da cama. Ele não tava ali. O Russo sumiu. Não foi embora de vez. Não terminou nada. Ele só… resolveu. Do jeito dele. Do lado de fora. De um lugar neutro, como

