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1806 Words
MENSAGENS Lis: Eu acho que não consigo Lis: Não posso entrar Lis: Estou perdendo o controle, Michelle Michelle: ?!? Michelle: tá falando sério doida? Michelle: o mundo inteiro e a família MATARIAM para entrar na casa da matilha Michelle: o que tá pegando? Lis: Esse vestido é um exagero Michelle: ? Lis: E com a Bruma... Michelle: miga, pare, você tá gatíssima. Vá lá e se divirta Michelle: você pode até encontrar um parceiro para a temporada! Michelle: qual a pior coisa que pode acontecer? *** O pior que poderia acontecer? Ah. Michelle. Você não tem ideia, pensei. Tínhamos acabado de estacionar e estávamos caminhando em direção às altas portas da frente da Casa da Matilha. Todo mundo estava vestido com esmero. A cada passo, eu podia sentir minha condenação se aproximando. Eu queria dar meia-volta e correr para casa. Sim, mesmo de salto. Eu estava tão desesperada. — Ah, que maravilha para nossa posição na Matilha. — mamãe disse, alheia. — m*l posso esperar para conhecer o Alfa. Eu juro que se eu fosse alguns anos mais jovem... — Mãe, por favor. — Eu implorei. — Pare. Felizmente, minha mãe rapidamente se distraiu novamente e eu não tive que explicar por que eu precisava que ela calasse tanto a boca. A Bruma estava me dando trabalho agora. Durante todo o dia, tentei reprimi-la, mas agora... Agora a Bruma decidiu que era uma boa hora para tentar se apossar do meu corpo. No momento em que estávamos no jantar. Por favor, eu implorei mais uma vez ao meu corpo aquecido. Eu não tenho tempo para isso. Foda-se, meu corpo estalou de volta. Ugh. eu estava conversando com meu corpo agora. Estava perdendo a cabeça. Maldita Bruma. Uma recepcionista humana nos cumprimentou e nos conduziu até a sala de jantar. Lustres, velhos retratos de antigos Alfas e uma dúzia de mesas com talheres de prata dignos da realeza. Não para um bando de plebeus como nós. Quando nos sentamos, percebi que nossa mesa era a mais próxima da mesa do Alfa. Coincidência? Lembrei-me do olhar estranho e demorado de Jeremy quando ele trouxe o convite para nossa casa. Mas eu ignorei isso. Sim. Era uma coincidência. Tinha que ser. Da minha cadeira, eu finalmente tive uma boa posição para julgar as outras mulheres presentes. Eu definitivamente não era a mais bonita, disso eu tinha certeza. Havia outras mulheres jovens, em seus vinte e tantos anos, que eram simplesmente deslumbrantes. Com suas pernas longas e delgadas, seus lábios carnudos e protuberantes e olhos dourados cintilantes, eu sabia que não havia como comparar. Eu tinha curvas. meu cabelo vermelho fogo caia descontroladamente nas minhas costas e meus olhos azuis gelados eram menos comuns, eu acho, mas o que me faltava em sofisticação, eu sei que compensava, em intensidade crua. Ninguém naquela sala brilhava tanto, para melhor ou pior. —... o que uma garota assim está fazendo aqui — Eu ouvi uma das mulheres sussurrar para suas amigas. Eles riram. Vacas maldosas. Não era como se eles fossem da realeza também. Simplesmente se enxergavam assim. Eu sabia exatamente o que eu era, e não era uma loba me arrastando de quatro, implorando para ser comida por um lobo importante da Casa da Matilha. Na verdade, eu representava algo. Em algum lugar lá fora, havia um companheiro pelo qual valia a pena esperar. Alguém que olharia nos meus olhos e realmente me veria. Alguém que, à primeira vista, me amaria. E eu, a ele. Aqui na Casa da Matilha? Não havia nada para ver. Eu quase considerei ir embora, ali mesmo, quando notei um dos meninos em outra mesa olhando meu decote. Não consigo explicar porque, mas fiquei lisonjeada. Nesse momento, uma mulher apareceu pela porta e os olhos do menino se voltaram para ela imediatamente. Todos, até as mulheres, olhavam para ela. Bronzeada, alta, com um pescoço longo, ela usava seu vestido preto com a graça de uma rainha, não de uma loba. — É ela! — Selene sussurrou. — Essa é Jocelyn, a ex de Aidan Gallagher. E aí está seu novo homem. Ao lado de Jocelyn estava um gostosão loiro de cabelo espetado que todos conheciam. Ele era o Beta do Alfa, seu número dois. Josh Daniels. Ele a beijou na bochecha e sentou-se ao lado do Alfa. Eu me perguntei se ele e Aidan ainda poderiam ser amigos, já que Josh estava namorando Jocelyn agora. O pensamento não demorou muito porque, a próxima coisa que vi, foi Selene e Jeremy pegando pela mão e me conduzindo. O que?! Por quê?! Eu não tinha pedido para ser apresentada a ninguém. — Jocelyn, você está radiante como sempre, — Selene arrulhou. — Oh. Selene, assim você me mima. Você está absolutamente deslumbrante nesse vestido, respondeu Jocelyn. — E quem é essa garota linda? Sua irmã? Jocelyn agarrou minha mão e de repente me senti cheia da energia mais quente e assertiva que se possa imaginar. Tanto que até minha Bruma deu uma aliviada. — É um prazer conhecê-la. — Ela sorriu. — Eu sou Jocelyn. — Lis. — consegui dizer. Eu sabia, por aquele toque, que Jocelyn devia ser uma curandeira. Apesar de sua beleza, ela era duas vezes mais legal do que a maioria das garotas aqui. Mas antes que pudéssemos continuar falando, fomos interrompidos por suspiros por todos os lados. Eu me virei para ver a vida da festa, o Sr. Aidan Gallagher, Alfa da Matilha da Costa Leste, entrou no salão. Ele usava um smoking caro com uma gravata verde escuro, o que tornava o verde em seus olhos dourados ainda mais evidente. Seus cabelos negros estavam despenteados, como se ele tivesse acabado de sair da cama. Sua mandíbula estava cerrada, em um sorriso agressivo. Eu tinha que admitir... só de vê-lo ali foi o suficiente para me deixar molhada. — Bem-vindos, meus membros do bando, — ele disse, incapaz de esconder um pouco do rosnado em sua garganta. — O jantar vai começar em breve, então, por favor, sentem-se. Embora sua declaração tenha sido simples, até mesmo como um cavalheiro, eu senti uma corrente ameaçadora dentro de cada palavra. Isso me deixou tensa. Isso me deixou com fome. Isso fez com que a Bruma emergisse de seu sono temporário. Com um sorriso torto, o Alfa se voltou para seu assento. Eu m*l podia me controlar. Faíscas percorreram meu corpo, colidindo entre minhas coxas, minha garganta secou, minhas bochechas coraram com o calor renovado e eu tive que morder meu lábio para evitar ofegar. Controle-se! Eu gritei dentro da minha cabeça. Você não vai perder o controle na frente de todos, entendeu? Aidan se sentou ao lado de Josh e Jocelyn e, para minha surpresa, conversou calorosamente com os dois. Portanto, os rumores não eram verdadeiros. Não foi isso que o torturou. Então o que? Eu sabia uma ou duas coisas sobre tortura agora. A Bruma estava me destruindo sorrateiramente. Durante a temporada, era de conhecimento comum que um lobisomem não pareado poderia farejar se alguém por perto estivesse na Bruma. Se eu não tomasse cuidado, se deixasse minha Bruma assumir o controle, aqueles homens não acasalados começariam a me farejar. Qualquer coisa menos isso, eu implorei mentalmente. Eu não posso suportar a humilhação. Estar na Bruma em público era como dar ao mundo um convite para te f***r. Quando o primeiro prato foi servido, o lobisomem solteirão que servia a nossa mesa me cheirou e seus olhos brilharam, o que significava que eu comecei a exalar o cheiro de Bruma. Com o rosto em chamas, estreitei meus olhos em advertência e segurei seu olhar, mostrando a ele que não estava interessada. Ele era bonitinho, não me entenda m*l, mas eu não estava me reservando para um garçom em um jantar. Ele recuou imediatamente — cara inteligente — se distanciando de mim. Eu estava prestes a soltar um suspiro de alívio quando senti os olhos de alguém em mim. Não ousei erguer os olhos. Esse olhar, de onde quer que estivesse vindo, tinha uma atração poderosa. Parecia estar intensificando a Bruma, ampliando-a. Fazendo-me queimar ainda mais forte, se isso fosse possível. Eu gemi, incapaz de suportar. Minha calcinha ficou melada de repente e meu estômago apertou, fazendo todos os outros músculos do meu corpo ficarem tensos também. — Você não vai comer? Quase pulei quando mamãe falou. Eu me virei para dar a ela um sorriso tenso e assenti, cerrando os dentes. — Já, já. Mamãe, sem notar meu desespero, deu de ombros e deu uma mordida em seu salmão. Parecia delicioso, mas minha fome era fixada em algo diferente de comida. Os olhos ainda estavam em mim. Eu podia sentir. E pior, agora eu podia sentir outros me olhando também. Meu cheiro estava flutuando por todo o corredor, atraindo a atenção de todos os lobos não acasalados, exigindo um escape. Eu não tive escolha. Eu tinha que me retirar. Agora. Levantei-me e murmurei um tenso — com licença — Deixando meu xale sobre a mesa e sai o mais rápido que pude daquela maldita sala de jantar. Eu sabia que ia contra as regras pedir licença no meio da refeição, especialmente na presença do Alfa. Era semelhante a um insulto a Sua Alteza Real. Eu não dei a mínima. Praticamente corri para o banheiro. Felizmente, estava vazio. Eu tranquei a porta do box e me inclinei em sua parede, respirando pesadamente. A fina camada de seda que me cobria era demais. Minha calcinha era demais. Tudo era demais. Antes que eu pudesse me conter, puxei a bainha do vestido até a cintura. Eu deslizei minha mão sob a minha calcinha, e com o toque do meu dedo no meu c******s, quase explodiu. Comecei a massagear e não conseguia parar. O calor era totalmente sufocante, por dentro e por fora, me consumindo. Eu já tinha me masturbado muitas vezes antes disso. Era a única maneira de passar por cada Bruma sem perder a cabeça, mas sempre fiz isso na privacidade do meu quarto. Nunca estava perto de tantos lobos famintos. Nunca no banheiro da maldita Casa da Matilha. Eu não pude segurar o gemido que escapou da minha boca com o toque dos meus lábios molhados. A tensão, a necessidade, o fogo, era agonizante. Eu ia explodir — de verdade dessa vez. Mas então eu ouvi. A porta do banheiro se abriu e os passos ecoaram no chão de ladrilhos. Não o clique agudo dos saltos femininos. O baque surdo de... sapatos masculinos. Eu congelei e meu coração bateu forte no meu peito. Bem quando eu estava prestes a gritar com quem decidiu entrar no banheiro e dizer a eles para me deixarem em paz. uma voz profunda e rouca me deu um soco. — Consigo farejar seu g**o, fêmea. Minha respiração parou. Ai. c*****o. O Alfa estava parado do lado de fora da cabine.
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