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1141 Words
Jungkook apertou a faca com força em seu punho, seus olhos semicerraram com imprudência e sua respiração de repente pesou. Aquilo não fazia parte do plano, não deveriam haver policiais ali, ninguém sabia de nada. Então, quem havia dedurado-o à policia? Alguns de seus vizinhos? Alguém havia se dado conta finalmente da morte dos dois? Mas aquela não era realmente a questão no momento, e sim, para onde diabos iria agora? Merda, merda, merda. Deu passos vacilantes para trás, olhando de um lado para o outro no corredor, à procura de mais tiras e não viu nada aos redores. Tudo limpo. Quando virou os calcanhares em direção à saída de emergência, ouviu o barulho do elevador se abrindo e imediatamente um cano frio contra sua nuca. — Você. Mãos para cima. E vire-se lentamente. A mandíbula de Jungkook travou.  Hesitante, virou-se vagarosamente para o homem como havia sido mandado, dando de cara com um revolver apontado para seu peito, quase que milimetricamente calculado na direção de seu coração, e sem ele perceber, rapidamente escondeu a faca que segurava atrás de seu punho, de forma que não parecesse para o policial. O homem semicerrou os olhos para Jungkook e analisou-o de cima a baixo, parando em sua blusa e braços manchados de vermelho escuro. Levou o interfone para perto dos lábios e apertou em um pequeno botão vermelho: — Subam. Encontrei um suspeito. — O que foi, hm? Não reconhece uma mancha de vinho, policial? — Sorriu de lado, cínico e com uma das sobrancelhas grossas arqueadas. — Como ele é? — Uma voz no aparelho disse. — Cabelo escuro, olhos grandes, alto e provavelmente, um assassino — disse, enquanto olhava com desgosto para Jungkook, como se ele fosse de outro mundo. — A roupa está completamente ensanguentada. Venham o mais rápido possível. Câmbio, desligo. — E lindo. Não esqueça do "lindo" — sussurrou. O policial apenas destravou a pistola. A raiva imediatamente lhe consumiu. Não seria preso, não hoje. — Eu sou inocente, senhor — Disse, sereno, acreditando na própria mentira descarada, dando alguns pequenos passos na direção do policial. — É claro, e eu sou o papai noel — foi, num humor seco — Não se aproxime mais nenhum passo! Jungkook estalou os lábios. — Noel. Sempre odiei esse cara. Se aproximou do homem e, num movimento ágil, segurou a mão que segurava a arma do infeliz e a fez com que apontasse para o chão. O homem, em desespero e reflexo, disparou o revolver. Jungkook sentiu o coração falhar por um segundo. Mas sem sucesso. Tentara atirar em seu pé, mas apenas conseguiu atirar contra o azulejo luxuoso do lugar. Jungkook chutou o estômago do homem numa joelhada com uma força descomunal. O policial caiu no chão e  Jeon pisou em seu rosto com o pé, e com o outro, chutou o revólver na mão dele, fazendo o objeto viajar alguns metros para longe deles. — O QUE VOCÊ ESTA FAZEN- Jungkook enfiou uma maçã que havia dentro de sua sacola de compras na boca dele, enfiando com força, até que sua mandíbula deslocasse e a maçã coubesse por inteira ali, exatamente como um porco na ceia de natal. Sorriu da própria façanha. — Parece que você está impune agora, senhor policial... — riu na cara do homem, amassando seu rosto com a sola pesada das botas grossas e sujas. Deu um chute forte em seu nariz e um barulho crocante de "crack"  foi ouvido no mesmo instante. O nariz do oficial estava fora do lugar, o sangue começou a escorrer. O homem imediatamente berrou de dor, mas era abafado contra a fruta em sua boca, ninguém conseguia lhe ouvir. — Cale a boca, eu te fiz um favor. Quem sabe quando você for colocar essa merda no lugar, o médico dê um jeito nesse seu nariz horrível. — Saiu de cima de seu corpo — Você já tem filhos? Espero que sim. Falou e pisou com força em cima da bolsa escrotal do homem por cima da calça azul marinho fina de seu uniforme. Ele gritou como. um recém nascido após o parto. Seu rosto redondo já estava completamente vermelho e inchado de tantos exasperos contidos e do acúmulo de sangue na área atingida. Jungkook era c***l, sabia disso. Mas ele não estava nem aí. — Eu queria ter filhos, mas infelizmente, Jimin não tem um útero... — chutou seu pênis aduorsamente, com ódio, várias vezes. Quando o homem finalmente parecia imóvel no chão, após estar praticamente desmaiado de tanta dor, se agachou ao seu lado e pegou sua mão que antes segurava a arma. Analisou seu pulso com a ponta dos dedos e percebeu onde estava localizados seus tendões. Pegou seu canivete. Olhou para o homem. — Estou aqui me perguntando, policial, quais seriam as chances de você ser o Deadpool? — Perguntou, inocentemente. O homem se permaneceu calado e principalmente confuso. — Quer descobrir? — Sorriu largo demais, de maneira assustadora e sombria. O homem fez que não com a cabeça diversas vezes. Jungkook deu uma risada doentia e enfiou a lâmina com tudo sobre o pulso do homem, e como se estivesse cortando um pepino, começou a cortá-lo como se fosse uma grande e dura fatia. Os Tendões foram cortados e descontroladamente seu sangue começou a ser rojado para todos os lados, enquanto o homem também gritava de modo descontrolado. Mas ninguém o ouvia. Era mesmo uma pena. Tudo acontecia, e seu sorriso no rosto com dentes demais, levantados demais, era permanente, imutável; fascinado pelo sangue tão quente e vivo pingando sobre si. A faca chegou ao fim da rota. A mão caiu no chão, e como uma mangueira, sangue foi esguichado para fora. O ossos rádio e ulna, terminações nervosas, veias grossas azuladas, artérias vermelhas finas, a gordura epitelial e derme, todas de fora. Era como uma aula biologia, mas na prática é claro. Se levantou novamente. — Sabe, eu sempre gostei de heróis — avaliou seu canivete completamente sujo contra a luz da lâmpada no teto, observando a tinta vermelha tinir — Mas você infelizmente não é um. Para a sua má sorte. — sorriu. O policial apenas olhava-o horrorizado, aterrorizado, morrendo de dor e de medo. Não fazia ideia de que um garoto como aquele, de aparência tão juvenil e infantil, teria a capacidade de fazer tudo aquilo com alguém, sem sentir um pingo se quer de compaixão. Pensara que ele não passava apenas de um babaca que matava para sobreviver. Não. Aquele garoto era um outro nível, uma outra escala. Jeon Jungkook era diferente. Ele era a palavra palavra que mais temeu a vida toda. A palavra que mais lhe proporcionava repugno, nojo, aflição, agonia. Um psicopata. Jeon se abaixou e pegou o revolver no chão.  — Eu fico com isso. E para a sua informação, eu não sou um assassino. — Apontou para o homem, que arregalou os olhos, achando que seria atingido — Eu só gosto de machucar pessoas. Pegou sua sacola de compras jogada no chão e rodeou o revolver no dedo indicador. Deu um aceno e um sorriso infantil para o homem. — Feliz natal, policial. E foi em direção às escadas, descendo-as enquanto cantava uma melodia natalina.
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