Capítulo 6

1103 Words
Assim que meu espírito voltou ao meu corpo após o susto, eu levantei devagar da poltrona que estava sentada, quem ele acha que é para falar assim comigo? - Primeiro abaixe o tom de voz pra falar comigo, quem você acha que eu sou para agir assim em, você está ficando doido é, e Segundo só pra refrescar a sua memória ele é meu Advogado , não que eu tenha que me explicar, mas quero deixar bem claro, o único tipo de relação que eu mantenho hoje com o Cássio e estritamente profissional. - Certo Baby, eu peço desculpas é que só de eu ouvir o nome daquele babaca meu sangue ferve. - Eu não me importo com o tipo de sentimentos que você nutre pelo Cássio, eu só vou dizer essa vez, homem nenhum fala nesse tom de voz comigo, espero que fique bem claro, que se isso voltar a acontecer será o fim de tudo que tem entre nós. - Isso é sério Baby, vai mesmo terminar tudo por causa daquele i****a? - Não Lorenzo eu quero deixar bem claro que se isso que existe entre nós vier a acabar a culpa é sua ,por estar se comportando como um babac@. - Eu entendi, peço desculpas por ter me exaltado com você, eu não deveria ter agido assim por motivo nenhum, espero que possamos esquecer isso e seguirmos em frente, então vamos tomar café? Ele disse e ficou me olhando com aquela cara de cachorro abandonado, o filho da mãe sabe mesmo usar o seu charme, mas deixarei bem claro que eu não esqueço as coisas fácil, e por melhor que ele fosse no sex0, e minha nossa ele era muito bom nisso mesmo, mas por melhor que a trans@ fosse não explica ser abusada de forma alguma por homem nenhum. Afinal é assim que começa, primeiro eles levantam a voz e depois se você deixa passar eles começam a levantar as mãos, e ninguém nasceu para ser saco de pancadas de homem nenhum só por que ele está com seu ego ou masculinidade ferida. - Eu acho que você já me conhece tempo o suficiente para saber que é bem difícil de eu esquecer as coisas, ainda mais grosseria de uma pessoa que eu gosto e admiro, então. - Eu sei Baby, mas infelizmente a besteira que eu fiz não dá para ser desfeita, então a única coisa que posso fazer é me desculpar e dizer que isso nunca irá acontecer novamente. - Certo Lorenzo, você já pegou tudo o que tinha que pegar? Então vamos no seu carro, por que o meu está na oficina para uma revisão, pego ele só segunda feira. - Você quer que eu te leve até o cartório? - Não será preciso, eu tenho uma carona até lá, será um coringa caso o Gael queira desistir do acordo. Depois que pegamos tudo que era nescessário fomos para o estacionamento pegar o carro dele, eu morava em um condomínio que eu mesma havia planejado para um cliente, ele ficava localizado nos Jardins no centro da cidade de São Paulo, era um pouco caro mas graças ao fato de ser assinado por mim e o cliente ter me adorado eu paguei na planta a preço de custo. O que mesmo assim não o deixava barato, mas era o preço a ser pago para ter um lugar pra chamar de lar, e eu amava esse lugar, quando tive a reunião com o cliente e ele me apresentou suas ideias eu fiquei muito empolgada desde o primeiro momento, por esse motivo eu caprichei nós esboços e no resultado final, até um pouco da parte de decoração eu me arrisquei a fazer. E o projeto todo tinha ficado lindo, tanto que todos os imóveis tinham caído vendidos em tempo record. Saímos do condomínio rumo a padaria que ficava a apenas dois quarteirões de casa, não nos falamos no curto trajeto até lá. Eu aproveitei o tempo de silêncio para verificar meus e-mails e aproveitar para dissipar um pouco da raiva que ainda estava dentro de mim, afinal eu ainda tinha que falar com ele sobre o baile de 10 anos Ele era a única pessoa que eu levaria para algo que eu considerava íntimo, afinal eram pessoas que fizeram parte do meu passado que tornaram todos os anos do meu ensino médio um verdadeiro inferno, a sorte é que eu já nasci guerreira e não caia fácil em uma batalha, mas isso não significava que eu não tinha cicatrizes. Eu me lembro nitidamente de um dos episódios que eu mais sofri, eu juro que essa batalha eu quase tinha perdido, era quase final do segundo ano e um menino o Caio, ele tinha sido transferido no meio do ano, ele era uma gracinha todas as meninas tinham ficado interessadas nele, e eu como adolescente que era também fiquei encantada por ele, quando ele mudou para minha sala ele não tirava boas notas, por isso me pedia ajuda, algumas vezes até pagava para eu fazer seus trabalhos escolares. Naquela época eu cheguei a achar que éramos amigos , afinal estudávamos juntos várias vezes, assim quando chegou o fim do ano letivo e ele me convidou para uma festa para comemoramos o fim das aulas eu aceitei, nunca havia passado pela minha cabeça que tudo isso era fruto de uma aposta, e eu b***a e apaixonada cai feito uma patinha burra. Foi um dos momentos mais humilhantes da minha vida, em um certo momento durante a festa, que estava sendo em uma casa alugada só para as três turmas do segundo ano da manhã ele me chamou para conversarmos em um lugar com menos barulho e eu tola que era fui. Antes eu tivesse ido embora para casa quando a Lary foi com o seu namorado da época, teria me poupado muitas noites passadas em claro depois daquele episódio. Assim que ficamos a sós, conversamos um pouco e ele deu a entender que estava apaixonado por mim, aí acabei sedendo aos seus encantos e nos beijamos, esse foi o meu primeiro beijo de verdade. Acabou que esse beijo nos levou a algo mais e naquela noite mesmo pra ele eu entreguei meu bem mais precioso, a minha virgind@de. Nós ainda estávamos nos arrumando, depois do ato ele parecia estar com pressa para sairmos logo dali, algo que eu acabei entendendo minutos depois , eu ainda estava só de roupa íntima quando vários alunos da nossa sala entraram no quarto e começaram a zuar da situação e no meio de tudo isso um deles falou que o Caio havia ganhado a aposta.
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