Capítulo 18 - Notificações e Proibições

1253 Words
Narrado por Lorena Acordei com os primeiros raios de sol atravessando a cortina do quarto. Meu corpo tava todo dolorido, marcado, como se cada centímetro da minha pele tivesse recebido um selo dele. O espelho no canto do quarto me mostrou exatamente isso: chupões espalhados pelo pescoço, coxas e até perto dos s***s, mesmo minha pele sendo n***a as marcas estavam bem nítidas. Esse era o tipo de lembrança que não se escondia com maquiagem, era a marca do Raví em mim. Eu nunca havia me apaixonado de verdade, ele foi o primeiro. O que se iniciou com um amor platônico de fã acabou virando uma realidade, de início acho que era só curiosidade minha ou talvez eu estivesse maravilhada que o meu ídolo, a quem eu acompanhava a tantos anos, estava interessado em mim, não sei ao certo o me motivou pra aceitar virar a outra dele, mesmo sabendo que ele tinha uma namorada. Dinheiro não foi, afinal ele não paga minhas contas e nem me enche de luxos e eu também não quero isso, a verdade é que com o Raví eu acabei amando-o, não consigo me imaginar mais sem ele e enfrentaria qualquer coisa para estar ao lado dele assim como eu sei que ele faria o mesmo por mim afinal, ele já falou que me ama também. Raví ainda dormia, deitado de lado, o cabelo bagunçado, a boca entreaberta, o peito subindo e descendo devagar. Me aproximei com cuidado e deixei um beijo no ombro dele. — Ei... — sussurrei. — Tá vivo? — indaguei sorrindo, aquela visão dele ali tão perto de mim ia além de qualquer coisa que eu sonhei. — Com tu aqui do lado, tô mais que vivo, mô... — murmurou ele, puxando minha cintura e me encaixando contra o peito dele. Ficamos assim, trocando carinho, os corpos colados, pele com pele. Ele passava a mão nas minhas costas com calma, e eu afagava o cabelo dele com os dedos. Era gostoso esse momento entre o amor e a paz. Nem sexo, nem silêncio... só a gente e o nosso amor. — Tu me mata, sabia? — ele falou, encostando a testa na minha. — Ontem tu quase me deixou doido. Faz isso mais não visse ? — seus olhos encaravam os meus profundamente. — Foi tu quem começou, Raví… — Realmente não fiz nada demais, o ciúmes dele não teve cabimento nenhum, ele sabe que eu gosto dele se não me submeteria a toda essa situação em que estamos atoa. — O que eu posso fazer se sou doido por tu mulher? — perguntou e deixou um beijo carinhoso na minha testa. — Pelo menos a gente se resolveu. — respondi sorrindo safada. — Tu me deixou foi sem ar, mulher danada. — Rimos juntos, e ele pegou o celular dele que tava na mesinha. Eu peguei o meu também, respondi minha mãe no w******p falando que estava tudo bem e depois fui ver as notificações do i********:. Foi aí que eu vi. Você tem 1 seguidor novo 3 mensagens de Dieguinho Lux. Meu coração gelou. Abri o direct com a mão tremendo, ele não seria tão cara de p*u seria? “ E aí preta, boa noite. “ “ Tu tava gata demais naquele vestido vermelho. Se quiser sair um dia, é só me chamar, viu? Estarei sempre disponível pra você 😏. “ “ Me manda teu número do w******p pra gente conversar melhor. “ Engoli em seco, sem acreditar no que eu tava lendo. Olhei de r**o de olho pro Raví, que ainda tava rindo de alguma coisa no celular dele. Decidi apagar e ignorar pro Raví não ver, mas antes de eu fazer isso ele havia visto. — Isso é o quê? — A voz dele mudou na hora e o sorriso que antes tava no seu rosto deu lugar a uma expressão de descrença. Ele se inclinou pra perto de mim e viu a tela do meu celular. — Ele tá mandando mensagem pra tu? — perguntou mais firme, agora olhando nos meus olhos. — Eu nem sabia Raví, eu só vim ver agora, eu juro. Eu ia apagar e ignorar. — falei já rápido vendo a raiva estampada na cara dele. — Tá achando bonito é? Esses macho se engraçando pra cima de tu? — o sotaque dele já vinha carregado de ciúmes. — Foi aquele papo no camarim, né? Sabia que ia dar problema. Aquele safado achou que tu tava dando moral pra ele. Eu disso a tu Lorena, eu te disse! — — Eu não dei moral nenhuma! Ele que mandou do nada! — falei já me exaltando também, não vou tá levando culpa de algo que eu não fiz, não vou mesmo. — Bloqueia ele. Agora. Eu não quero ele falando contigo. Nem mais um “oi”. — — Raví… — queria conversar pra ele entender que eu não tinha nada a ver com aquilo, que não dei moral coisa nenhuma, não quero que ele pense errado de mim. — Bloqueia, Lorena e pronto. — Suspirei e obedeci. Abri o perfil do Dieguinho e bloqueei. Raví ficou me olhando o tempo todo, com o maxilar travado, observando se eu tava realmente fazendo o que ele havia mandando. — Cê acha que eu vou dividir tu com esses machos que só quer se aparecer? — ele disse, baixo. — Tu é minha. E quem quiser se meter, eu arranco o m*l pela raiz. — — Eu sei. Eu tô aqui, né? Fiquei e obedeci. Eu sou tua. — falei dando um selinho nele. Ele respirou fundo, e depois de alguns segundos, a tensão foi esvaindo. — Tu me deixa doido, sabia? Só de imaginar outro homem falando contigo... já me dá raiva. — — Mas tu confia em mim, né? Olha Raví eu te amo mas não vou aceitar você ficar desconfiando de mim e me culpando por algo que eu não fiz. — — Confio, mulher. Em ti, eu confio. Neles, é que não. Desculpa, tá? Te amo preta. — sussurrei um eu te amo também pra ele. Deitei de novo no peito dele e senti o coração dele bater forte, mas mais calmo. A mão dele voltou pra minha cintura onde ele ficou acariciando. — Quando eu te seguro assim, é como se nada mais existisse. Só eu e tu — ele murmurou, baixinho, no meu ouvido. — Sem ninguém pra se meter e nem julgar. Só de imaginar tu me deixando eu não sei nem o que eu faria. — — Mas também a culpa não é minha de eu ser uma gostosa. — Falei sorrindo olhando pra ele que sorriu de volta. — A minha gostosa, só minha. — Então ele me beijou. Os lábios dele encontraram os meus num beijo intenso, mas cheio de ternura. Era profundo, demorado, como se cada toque fosse uma confissão silenciosa. A língua dele se movia suave, não para provocar, mas para sentir, como se quisesse guardar em si o gosto do meu coração. Fechei os olhos, me deixando afundar naquele momento. As marcas ainda tavam no meu corpo, mas agora, a que mais pesava era essa: a de pertencer. E por mais que fosse errado... a verdade é que eu gostava, eu sempre gostava. Depois do café começamos a nos arrumar, eu iria voltar pro meu Pernambuco e ele pra cidade dele em Sergipe Esse com certeza foi o melhor, mais intenso e mais emocionante final de semana que eu já tive na minha vida.
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