Ela lançou-lhe um último olhar de despedida, repleto de uma paz tão profunda que o devastou. Era a paz de alguém que já não sentia nada, nem mesmo ódio ou ressentimento. Elizabeth não podia permitir-se ser contaminada pelo ódio por aquele lixo. Virou-se com elegância inata e saiu da sala, deixando para trás um homem destruído sobre a mesa e o vestígio de uma liberdade que conquistara com a própria inocência. Durante as primeiras semanas após a assinatura do acordo, Sebastián viveu num limbo de silêncio. Acomodou-se num apartamento impessoal, longe das memórias da casa que Elizabeth desmantelara. Todas as noites, esperava que as lembranças o atingissem como sempre, mas, em vez disso, era recebido por um silêncio mortal que, estranhamente, começava a perder a sua força. O tempo, com o seu

