As lágrimas brilhavam nos olhos de Alícia, que suspirou suavemente sobre minha mão, ainda entrelaçada à dela. Reprimi o impulso de abraçá-la, mas meu olhar capturou o dela, fixado na minha boca, um convite silencioso. Aproximei-me, sentindo o doce aroma de geleia de frutas vermelhas que exalava. Seus cabelos, úmidos do banho recente, emanavam um perfume afrodisíaco, inebriante. Seu cheiro era irresistível. Seus olhos azuis, pareciam carregar um peso que eu queria aliviar. — Me deixe ser bom pra você. — murmurei, a voz carregada de uma ansiedade nova, quase sufocante. Ela baixou a cabeça, desviando o olhar para o lado. — Estou exausta de carregar tudo isso — murmurou, a voz trêmula, um sussurro prestes a se desfazer sob o peso da dor. — Só me ajuda a aliviar… essa dor. Eu só quero me se

