O salão ecoava com o murmúrio abafado da festa, as luzes dos lustres lançando sombras tremeluzentes nas escadas de mármore. Jonathan descia os degraus, os punhos cerrados, o ódio faiscando em seus olhos como brasas. Esperei o primeiro soco, mas ele hesitou, recuando como se lembrasse que eu não era Juan. Não contive uma risada seca — patético ele imaginar que tem mais autoridade aqui do que eu. Se avançasse, eu o faria se arrepender, e nenhum dinheiro protegeria sua vida insignificante. Dei um passo à frente, o som dos meus sapatos ecoando no chão polido. — Qual é o problema? — perguntou, encarando sem medo. — Juan De Luca precisa mesmo do irmão postiço para defendê-lo? Jonathan inclinou a cabeça, um sorriso torto surgindo. — Jonathan King, King — zombei, cortando sua resposta. — Um so

