Capítulo 6

1774 Words
Loba Narrando Tava sentada mexendo no celular quando vejo o menino no camarote com as meninas e um menino. Me subiu um ódio por ver ele ali, e com elas ainda. Victor chega perto de mim e apresenta o Gabriel, parça dele, as meninas, a irmã dele e o Lucas, amigo. Pelo menos já sei o nome do menino que me balançou. Mandei todos ficarem à vontade e continuei mexendo no celular, vendo meu i********: e as mensagens dos gatinhos, mas nem dei importância. Fomos bater parabéns. A Ana e a Beatriz estavam no maior papo com o Guilherme e o Luan. SIM, fiquei com ciúme, mas amei ver elas sorrindo. Os parabéns começaram. Comecei a fazer pose pra fotos e vídeos. O Lucas tava parado na grade batendo os parabéns. Esse menino é perfeito. Assoprei as velas e cada um veio me abraçar. Jurava que ele não ia vir, mas ele veio. O cheiro dele era maravilhoso. Agradeço pelas palavras e começo a beber. As irmãs do Gabriel são de boa e muito animadas, gostei delas. A Ana e a Beatriz já estavam mó beba. Loba: Ei, leva elas em casa. Guilherme: Pode deixar comigo. Ele dá um sorriso de canto. Loba: E deixa lá em volta, Guilherme. Ele fecha a cara. Vou pra perto das meninas. Loba: Meninas, já tá na hora né? Vocês tão beba já e tão cansada. Ana: Sim, a gente passou um pouco do limite, então já vamos. Beatriz: Foi muito bom, obrigado por convidar a gente, amiga. Ela me dá um abraço e eu não estava esperando. Dou um sorriso de felicidade. Guilherme: O Guilherme vai levar vocês em casa, tá bom? Até. Elas concordam e vão descendo. Luan desce também, deve estar indo acompanhar elas. Victor tava aos beijos com a Victoria, que raiva, não precisa ser assim também. Pego um copo de whisky e fico olhando tudo. Rafael tava conversando com a Isabella e o Gabriel. Lucas tava olhando e nossos olhares se cruzam. Ele dá um sorriso e eu viro a cara. Merda, isso não pode acontecer, Loba. Isso não. Meu pai chega perto de mim. Barão: Então é isso, filha. Já tô indo. A partir de amanhã, você tá à frente de tudo isso. Ele diz colocando a mão no meu pescoço e fomos até a grade. Loba: Não precisa ir tão cedo assim, pai. Fica mais um pouco, ainda tenho coisas pra aprender. Barão: Filha, você sabe de tudo. Você sabe mexer com todos os negócios do morro. E tem os meninos pra ajudar você. Nunca esqueça que pra comunidade você é a Dona, e em casa você é a Loba, entendeu? Loba: Entendi, pai. O senhor vai fazer falta aqui, mas aproveita bastante sua viagem, o senhor merece. Sempre me liga, viu? E nada de querer casar por aí. Barão: Tá bom, toda poderosa. Papai te ama, minha filha. Agora já vou, o helicóptero tá esperando. Dou um abraço apertado nele. Ele me dá um beijo no rosto e sai. Agora sim, uma nova vida e um novo início como Dona. Começo a beber ainda mais, mas nem reparei que os meninos ainda não tinham voltado. Victor não tava, nem a Victoria. Gabriel também não. Nem Rafael com a Isabella. Todos foram embora. Lucas tava sentado bebendo e mexendo no celular. Pego uma garrafa de whisky e vou até ele. Me sento. Loba: Cadê todo mundo? Lucas: Foram t*****r. Ele fala rindo e eu dou uma gargalhada. Loba: E você não foi atrás de uma, por quê? Lucas: Tô de boa aqui mesmo. Loba: Então vamos beber, né? Ele concorda e ficamos ali bebendo. Quer dizer, eu né, porque ele m*l tocou no whisky. Já tava muito beba. Olhei no celular e já era 5:30 da manhã. Os meninos tinham me esquecido ali mesmo. Esses idiotas vão me pagar caro. Me levanto e ele também. Loba: Acho que já vou. Cadê a chave do meu carro? Falo procurando na bolsa. Lucas: Você vai dirigir desse jeito? Ele diz pegando no meu braço. Olho pra ele. Loba: Ô playboy, você pode soltar meu braço? Ele solta e fica me olhando. Acho a chave. Loba: Já tô indo. Pode ficar à vontade aí, é nós. Vou descendo as escadas, mas quase caio. Só não caí porque ele me segurou. Lucas: Bora, eu te levo até em casa. Me dá a chave. Ele pega a chave e me ajuda a descer. Eu ia falar, mas deixei quieto. Perguntou qual era o carro. Apontei. Ele abre a porta e me ajeita no banco. Ele é muito lindo e um cavaleiro. Pergunta onde é a casa. Eu ia falar pra casa do meu pai, mas não quero ir pra lá assim. Vou pro meu refúgio. Falo o caminho e ele vai. Passou uns cinco minutos e chegamos. Ele abre a porta, me ajuda a sair. Falo a senha e ele abre. Peço pra ele me levar até o segundo andar. Entro no quarto e só queria me jogar na cama. Lucas: Vai tomar um banho pra melhorar. Só concordo. Ele me deixa na porta do banheiro. Entro, tiro a roupa e vou pro chuveiro. Fico uns dez minutos. Saio, me enrolo na toalha. Ele tava olhando pela janela e nem me viu sair… eu acho. Vou pro closet, visto um pijama e deito. Lucas: Então já vou. Melhoras, viu. Pego na mão dele. Loba: Fica aqui hoje. Depois tu vai. Por favor. Ele me olha sem reação, mas concorda. Ele deita e ficamos de conchinha. Não falamos nada, mas senti a respiração dele mais forte, o coração batendo rápido. Também fiquei assim. Nunca deitei com ninguém assim. Foi a primeira vez. Tô me sentindo tão confortável. Ele começa a fazer carinho no meu cabelo e fui fechando os olhos devagarinho.. [__________] Acordo no outro dia com uma dor de cabeça do c*****o. Me mexo na cama e quase me assusto vendo ele ali, lindo dormindo. Fiquei olhando e, pela primeira vez em muito tempo, eu não tive pesadelo. Me senti confortável, como me sinto quando meu pai tá perto. Ele se mexe e abre o olho, quase caindo da cama. Loba: Oxi, só feia quando acordo, é? Lucas: Na.. n.. não. Eu só me assustei. Era pra mim fazer você dormir e ir embora, mas capotei junto com você. Ele fica ainda mais lindo quando fica nervoso. Loba: Vixi, a mulher vai brigar porque o marido dormiu longe de casa? Eu tava doida pra saber se ele tinha mulher ou namorada. Lucas: Tenho mulher não. Fiquei feliz em saber. Loba: Vou pegar uma escova nova pra você escovar os dentes e uma toalha caso você queira tomar banho. Ele concorda. Entro no banheiro, escovo os dentes, ajeito o cabelo. Vou tomar banho no outro banheiro. Pego a escova e a toalha e volto. Loba: Aí ó, pode ir lá. Depois desce pra gente comer alguma coisa. Saio do quarto e começo a pensar. Que merda eu tô fazendo? Como assim eu simplesmente pedi pra ele dormir aqui? Mandei ele tomar banho pra nós comer alguma coisa? Eu tô ficando doida, só pode ser. Nunca fiz isso. Olho no relógio, já era 5 da tarde. Caralho, dormi pra p***a. Entro no outro quarto, entro no banheiro e fico me perguntando o porquê eu fiz isso. Ele parece ser tão tímido. Ah, não pode ser isso. Saio do banheiro, me arrumo. Coloco um short e uma blusa grande. Ajeito o cabelo e desço. Vou logo pra cozinha. Olho os armários. Tinha bolacha, tinha café… mas eu não sei fazer merda nenhuma. Ligo o fogão e coloco a água. Pelo menos isso eu sei fazer. A água começa a ferver e eu fico olhando sem saber o que fazer. Lucas: Quer ajuda? Só concordo. Ele pega as coisas e faz o café. Me senti perdida. Ajeito a mesa, pego a bolacha e me sento. Fico esperando. Ele termina e se senta. Lucas: Espero que você goste. Loba: Pode ter certeza que é melhor que o meu. Eu nem sei como faz isso. Ele começa a rir. Ficamos ali calados, mas foi um silêncio bom, sabe? Nunca me senti assim. Mas infelizmente isso é só hoje. O menino é de boa e eu não sou como ele. Minha vida é uma loucura e com certeza a dele é normal. Comigo ele vai correr perigo. Terminamos e ele limpa tudo. Lucas: Agora tenho que ir. Ele me olha. Loba: Tá bom. E obrigado pela ajuda ontem. E desculpa por ter feito você ficar aqui. Lucas: Sem problema. Eu gostei. Como assim gostei? De dormir? De dormir comigo? Ou de mim? Loba : Bora, vou te levar pra pegar seu carro lá em cima. Ele pega a chave e saímos. Ainda bem que não tinha ninguém na rua. Entramos no carro e fomos. Loba: É nós, playboy. Lucas: É nós, Dona do morro. Dou um sorriso sem perceber. Ele desce, entra no carro dele e vai embora. Fico um tempinho ali pensando no que eu fiz. Isso não vai acontecer. Vou indo pra boca. Estaciono e entro. Vou pra sala dos meninos e eles estavam lá com quatro putas dançando quase peladas. Loba: Mas olha… não gostei de nenhuma. Não tem b***a nem peito. X : Tá brincando com minha cara e sua... Guilherme: Sua o que, c*****o? Ele pula do sofá, interrompe ela e pega ela pelo pescoço. X : Tu viu o que ela falou? Guilherme: Ela não mentiu, sua p**a. Agora vaza. Ele solta ela e todas saem. Loba: Eu poderia até sentar aqui com vocês, mas fiquei com nojo. Vou pra minha sala, é mais seguro do que ficar aqui e pegar alguma doença. Saio e eles vêm atrás. Entro na minha sala e me sento. Victor: Tava onde, Loba? Loba: Em casa, dormindo. E dormi tão bem, meninos. Falo suspirando. Guilherme: Dormiu com quem, Loba? Rafael: Tem homem nessa parada aí? Luan: Loba, tu tava com homem? Dou um sorriso e encaro eles. Loba: Quero responder não. Vocês me deixaram sozinha lá, né, seus c*****o. Guilherme: Como assim? O Rafael e o Victor não tavam contigo, não? Ele olha pra eles. Rafael: Eu não pensei que tu ia ficar lá com ela. Guilherme: Se eu saí, era pra tu ficar, mané. Victor: Tu pode sair e nós não? Luan: Mas era pra vocês ficarem lá com ela. Eles começam a brigar. Loba: Cala a boca vocês, credo. Eu tô bem, não tô? Então para de chatice. Rafael: Tu tava com quem? A vontade de falar foi grande, viu. Mas eu só sorri. E não falei mais nada.
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