Malu narrando Eu não sabia se estava vivendo… ou apenas aguardando o dia da minha morte. Depois de tomar aquele copo de água e aceitar tudo que aqueles policiais colocaram sobre a mesa — o acordo, a assinatura diante do juiz, a promessa de que minha mãe teria uma cópia — tudo parecia nebuloso. A lembrança vinha em flashes, como se fosse um pesadelo que se recusa a ir embora. Rd, como eu já previa, me encheu de perguntas. Seu olhar não era neutro: havia desconfiança pura, fria, me atravessando como uma lâmina. Eu, inquieta no quarto, queria correr. Fugir para o mais longe possível, sumir do mapa. — Os exames deram tudo certo — disse a médica, com a voz seca. — Ela está bem. — O que eles fizeram comigo? — perguntei, fixando meus olhos nos dela. — Você consegue dizer se…? Ela parou. Me

