No meio da floresta, da Noruega do século XI, Kol Mikaelson, de 18 anos, está de pé escondido atrás de uma árvore robusta e musgosa. Seu arco e flecha estão apontados para a cabeça de um cervo que está comendo folhas de arbustos, o aroma úmido da terra e o som suave do vento nas folhas preenchem o ar.
Apertando com firmeza a flecha em sua mão, ele sente a textura áspera da madeira contra sua pele. Seus olhos acompanham cada movimento do animal, até que finalmente chegou o momento em que Kol soltou a flecha. Ela cortou o silêncio da floresta, acertando bem na cabeça do cervo.
"Isso." Com um sorriso arrogante no rosto, Kol sai de trás da árvore e vai até o animal que está caído morto no chão, o cheiro metálico de sangue se misturando com o frescor da floresta.
Ele retirou a flecha da cabeça do cervo, sentindo o peso do ato, e colocou de volta junto com as suas outras flechas.
Kol pegou as cordas que ele tinha trazido e amarrou as pernas do animal com força, as cordas ásperas cedendo sob seus dedos fortes. Após ele amarrar o cervo, Kol colocou o animal nas costas, sentindo o peso morto contra seus ombros enquanto segurava com firmeza as cordas do pé do cervo. Com um suspiro pesado, ele começou a andar na direção da aldeia viking onde ele mora, o som dos seus passos ecoando na quietude da floresta.
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Chegando na aldeia com o cervo nas costas, Kol foi direto para a casa da família dele. O barulho da vida da aldeia, conversas e risadas, o recebeu.
Andando por mais alguns minutos, Kol viu seus três irmãos mais velhos na frente de casa. Com as sobrancelhas franzidas, ele se aproximou dos irmãos.
"O que vocês estão fazendo aqui parados?" Kol perguntou, ainda franzindo as sobrancelhas enquanto soltava o cervo no chão com um baque surdo e olhava para o rosto dos seus irmãos querendo uma explicação. "Eu pensei que vocês estavam com o nosso pai ajudando ele a consertar os estábulos."
"Já terminamos de consertar os estábulos e agora estamos conversando sobre a nova moradora da aldeia," Elijah Mikaelson, de 21 anos, explica para Kol, que se sentou no tronco cortado de uma árvore, o som da madeira rangendo sob seu peso enquanto ouvia atentamente o que Elijah falava.
"Oh, e o que tem de interessante nisso?" Kol perguntou, com tédio evidente na voz, o som de sua indiferença pairando no ar.
"O interessante nisso é que parece que Elijah e Klaus estão interessados na jovem mãe viúva," Finn Mikaelson, de 23 anos, disse enquanto lançava um sorriso para Elijah e Klaus, que lançaram um olhar fulminante na direção do mais velho, a tensão entre eles quase palpável.
Kol caiu na risada após ouvir a resposta do Finn, o som de sua gargalhada ressoando pela clareira. "Espera, deixa eu ver se entendi direito... Vocês dois estão interessados em uma mulher viúva com um filho?" Ele perguntou, parando de rir e olhando para os seus dois irmãos com um olhar incrédulo, como se estivessem perdido o juízo.
"Cala a boca, Kol, ninguém está interessado em ninguém!" Klaus Mikaelson, de 20 anos, retrucou com uma carranca no rosto, a frustração em sua voz tão palpável quanto a tensão que começava a se formar no ar.
"Ah, pois eu espero que seja isso mesmo, porque se não, a mãe vai matar vocês dois!" Kol falou, levantando-se do tronco da árvore com um movimento ágil, a madeira emitindo um som grave sob seu peso.
Kol sabia que a sua mãe desprezaria a nova moradora da aldeia, assim que ela soubesse que a mulher era uma viúva com um filho sem pai. As mulheres que eram viúvas com um filho eram vistas com desonra e impureza pela maioria das pessoas da aldeia, mas Kol achava isso totalmente desnecessário; afinal, não era culpa das mulheres que os maridos morressem antes delas.
"Ela não ficou tão brava quando deixou você casar com a sua preciosa Vitória, não é?" Klaus perguntou com sarcasmo, sua voz carregada de zombaria, enquanto fingia ignorar o olhar repreensivo que Finn e Elijah lançavam em sua direção.
"Não se atreva a comparar a minha esposa novamente com qualquer mulher que você veja por aí!" A voz de Kol saiu tão fria como gelo, seus olhos castanhos claros tornando-se mais escuros e sombrios, refletindo a tempestade que se formava dentro dele. "Porque da próxima vez, eu tiro os seus olhos para fora da cabeça!"
O ar ao redor dos três irmãos ficou tenso, carregado com a ameaça iminente, ao verem o seu irmão mais novo parecendo pronto para matar qualquer um que dissesse algo m*l da sua mulher.
Finn sabia que Kol ficaria daquele jeito quando alguém falasse m*l da esposa dele; afinal, seu irmão amava Vitória Martins Mikaelson mais do que a própria vida e faria qualquer coisa para deixar feliz a mulher de cabelos ruivos.
"Ei, Finn querido, eu voltei!" A voz de uma mulher que acabou de chegar perto dos irmãos Mikaelson fez a tensão do ar diminuir, como se uma brisa suave tivesse dispersado a neblina de hostilidade.
"Bem-vinda de volta, meu passarinho," Finn disse com um sorriso carinhoso, sua voz suave contrastando com a tensão anterior, enquanto caminhava até a mulher e passava os seus braços ao redor da cintura dela, trazendo-a para perto em um gesto protetor.
"Ah, por favor, não vão começar a se beijar na nossa frente," Kol voltou ao seu sorriso maroto de sempre, como se ele não tivesse acabado de ameaçar Klaus, a leveza em sua voz trazendo um senso de normalidade de volta ao grupo.
Klaus, por sua vez, sentiu um alívio palpável com a chegada da sua cunhada; ele nunca admitiria, mas definitivamente sentiu medo da ameaça de Kol.
Enquanto isso, Elijah também se sentia aliviado por não ter que intervir para impedir que Kol acabasse mandando Klaus para os lobos da floresta, o alívio em seus ombros visível como o céu se abrindo após uma tempestade