Enquanto isso, Rafael permaneceu sentado no banco de trás do Bentley, observando pela janela enquanto Clara desaparecia pelas portas da clínica. O sorriso dela ao se despedir ainda ecoava em sua mente. Aquela leveza que Clara transmitia era algo raro na vida dele, e por mais que os desafios fossem inevitáveis, Rafael sentia que havia algo inquebrável na conexão que construíram. Ele recostou a cabeça no encosto de couro, permitindo-se um momento de reflexão. Tudo que tinham passado até agora – os desencontros, as diferenças, os medos – parecia menor diante do que sentia por ela. Era como se, finalmente, tivesse encontrado uma razão para lutar que não envolvesse negócios, poder ou controle. Clara o fazia querer ser melhor, mesmo quando ele relutava em admitir isso até para si mesmo. “Ela é

