No quinto dia, o ambiente na casa de Rafael estava cada vez mais tenso. Clara e Rafael haviam discutido mais vezes do que ela poderia contar. Rafael era categórico em sua posição, recusando-se a permitir que Clara voltasse a trabalhar na clínica, enquanto ela, teimosa, insistia em sua independência. O amor entre os dois era evidente, mas o choque de personalidades tornava impossível evitar os atritos. Naquela manhã, o silêncio reinava enquanto Clara preparava o café da manhã. Rafael estava sentado à mesa, lendo algo em seu celular, mas era óbvio que ele não estava realmente absorvendo as informações. Seus dedos tamborilavam contra a superfície da mesa, um sinal claro de que estava inquieto. Clara finalmente quebrou o silêncio. “Você não pode continuar assim, Rafael. Nem comigo, nem cons

