Clara finalmente caiu no sono, mas o alívio que esperava nunca chegou. O que veio foi um pesadelo, mais c***l do que as próprias lembranças. Ela se via novamente como uma criança, pequena e vulnerável, em um dos muitos orfanatos pelos quais passou. O ambiente era frio, as paredes cinzentas, sem cor, sem vida. O cheiro de mofo e abandono impregnava o ar, e tudo parecia sujo e velho. Ela estava sentada em um colchão fino e rasgado, o chão de concreto gelado embaixo de seus pés. As outras crianças estavam longe, brincando em algum lugar, mas Clara estava sozinha, como sempre. Ela sabia o que viria a seguir, e o medo tomou conta de seu corpo. As portas rangiam ao abrir, e as luzes piscavam, criando uma atmosfera sufocante. As sombras das pessoas que cuidavam do orfanato se alongavam nas pared

