Assim que Clara saiu do escritório, Rafael sentiu um sorriso despontar em seus lábios. Ele já havia fechado negócios que o tornaram bilionário, transações que exigiam sagacidade e estratégia, mas nunca havia experimentado algo como o que sentia agora, após assinar aquele contrato. Era uma sensação desconhecida, como se algo maior estivesse tomando conta dele, preenchendo cada canto de seu ser. Talvez fosse o que algumas pessoas chamavam de felicidade — embora Rafael não se lembrasse de ter sentido algo assim desde muito jovem, quando acreditava viver em uma família perfeita e feliz. As lembranças vieram à tona, trazidas por aquele estranho sentimento. Passara anos sem pensar na infância, mas, agora, as memórias de brincadeiras inocentes com o pai e a mãe se misturavam com essa estranha eu

