Clara observava Rafael do canto da sala, a luz suave da manhã filtrando-se pelas cortinas, mas sua atenção estava centrada na tensão que emanava dele. Ela notou como ele massageava as têmporas repetidamente, sua expressão tensa denunciando que as dores não o abandonavam. O fisioterapeuta havia advertido Clara que, após a intensa sessão de fisioterapia, ele poderia sentir dores terríveis. Ele acabara de tomar uma dose generosa de analgésicos, e por isso Clara não podia oferecer mais nada. A perspectiva de que Rafael poderia se tornar dependente a preocupava. Olhando para ele, Clara não pôde evitar de sentir um misto de compaixão e frustração. Era um jogo c***l, o que ele enfrentava, e a ideia de que estava sofrendo sem poder aliviar sua dor a incomodava. Rafael parecia completamente alheio

