No silêncio do carro, enquanto Clara finalmente respirava de forma mais estável, Rafael sacou o celular do bolso com cuidado para não chamá-la atenção. O olhar sombrio e fixo dele não se desviava das marcas no braço dela, dos arranhões no pescoço, nem da bagunça que transformava os cabelos dela em um emaranhado testemunha de uma luta desesperada. A raiva que já queimava em seu peito apenas aumentava, como um vulcão prestes a explodir. Com os dedos rápidos, ele digitou uma mensagem curta e direta para Renato: "Leve Belle para aquele seu lugar de desafetos." A resposta de Renato chegou quase de imediato, como se ele já esperasse que algo estivesse acontecendo: "Tá dizendo que quer que eu a leve para casa no Brooklyn? Você sabe bem para o que uso aquele lugar." Rafael apertou os lábios

