Getúlio chegou ao edifício imponente onde ficava a sede das empresas de Rafael, sua bengala batendo no chão de mármore com força a cada passo. A fachada de vidro refletia a raiva contida em seu rosto e a determinação em seus olhos. Ele estava furioso. Ao longo da manhã, após algumas ligações para seus contatos e parceiros, a verdade que antes ele ignorava agora o golpeava como um soco: Rafael não era mais dependente dele. A fortuna de seu neto havia ultrapassado a sua; suas conexões eram mais vastas e mais influentes. Rafael não precisava mais de Getúlio para nada e, pior, tinha poder suficiente para destruí-lo, caso realmente quisesse. Getúlio sentia-se um i****a. Durante todo o tempo, acreditou que Rafael ainda estava sob suas rédeas, um jovem que devia respeito e lealdade ao avô que o

