Sentado no sofá da cobertura luxuosa, Rafael inclinou a cabeça para trás, os olhos fechados em expressão de cansaço. Sua mente estava repleta de lembranças fragmentadas, momentos em que pequenos clarões surgiam em sua visão. Ele respirou fundo, e com um sorriso leve, comentou com Renato, que o observava atentamente: "Não voltei a enxergar… pelo menos, não ainda. Mas estou tendo uns clarões, e consigo distinguir silhuetas e pessoas. É rápido, dura apenas alguns segundos… e depois some." Renato, que já acompanhava o progresso do amigo com cautelosa esperança, não conseguiu evitar o sorriso que se abriu em seu rosto. "Isso é ótimo, Rafael! É um sinal de que está recuperando a visão." Rafael assentiu, sentindo a leveza do otimismo penetrar pela primeira vez em semanas. Embora estivesse ac

